Por que Macron considera que “há muito para fazer” com a China?

O aprofundamento da cooperação econômica e comercial foi um resultado importante da visita de Macron

O presidente francês Emmanuel Macron e o presidente chinês Xi Jinping apertam as mãos em uma reunião do conselho empresarial franco-chinês em Pequim, China, em 6 de abril de 2023
O presidente francês Emmanuel Macron e o presidente chinês Xi Jinping apertam as mãos em uma reunião do conselho empresarial franco-chinês em Pequim, China, em 6 de abril de 2023 (Foto: Ludovic Marin/Pool via REUTERS)


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Rádio Internacional da China - “Há muito para fazermos juntos. Viva a amizade entre a China e a França”, tuitou na sexta-feira (7) o presidente francês, Emmanuel Macron, em três línguas, após sua visita à China.

O jornal britânico Financial Times citou os comentários de um analista, dizendo que no longo prazo, a visita de Macron à China tem um significado positivo, tanto no reforço da cooperação econômica e comercial bilateral quanto na promoção da resolução da crise da Ucrânia.

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Esta foi a terceira viagem de Macron ao território chinês desde que assumiu a presidência francesa. Entre 5 e 7 de abril, o presidente chinês, Xi Jinping, e o líder da França trocaram ideias de forma profunda e qualitativa em encontros nas cidades de Beijing e Guangzhou. As atividades aumentaram o conhecimento mútuo e definiram a direção para a futura colaboração sino-francesa em assuntos com alcance bilateral e global.

As duas partes também divulgaram uma declaração conjunta abrangendo uma variedade de temas, incluindo o fortalecimento do diálogo político, a promoção conjunta da segurança e estabilidade mundial, o incentivo aos intercâmbios econômicos, a restauração dos intercâmbios culturais e de pessoas e a resposta conjunta aos desafios mundiais.

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A França foi o primeiro país ocidental a estabelecer oficialmente relações diplomáticas com a China e que firmou uma parceria estratégica integral e um diálogo estratégico institucional.

Atualmente, perante as crescentes incertezas e elementos imprevisíveis na conjuntura internacional, China e França enfrentam os mesmos desafios como o unilateralismo e protecionismo, e precisam desenvolver a economia e melhorar o padrão de vida da população. Os dois países também compartilham visões semelhantes para a solução dos problemas internacionais e regionais importantes, como a crise da Ucrânia e a questão nuclear iraniana.

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Durante a visita de Macron à China, os dois países concordaram em dar continuidade ao mecanismo de encontro anual entre os chefes de Estado. Isso ajudará na concretização dos consensos alcançados entre os dois líderes.

As duas partes também reiteraram o respeito mútuo à soberania e integridade territorial e respeito aos interesses essenciais um do outro. A França reafirmou sua adesão ao princípio de Uma Só China, o que demonstrou a alta confiança política entre os dois países.

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O aprofundamento da cooperação econômica e comercial foi outro resultado importante da visita de Macron. Mais de 60 empresários de peso da França participaram da comitiva do presidente. Um total de 36 empresas chinesas e francesas assinaram 18 acordos de colaboração.

Vale notar que existe o seguinte item na cooperação conjunta China-França: no setor de economia digital, incluindo no domínio de 5G, a França prometeu continuar a tratar as solicitações de licença de empresas chinesas de forma justa e não discriminatória, com base nas leis e regras de ambos os países, inclusive em relação à segurança nacional.

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Perante as preocupações da França e da Europa sobre a crise da Ucrânia, a China propôs cinco medidas, incluindo apoio ao país da Europa na resolução por meios políticos da questão, obediência rígida à lei humanitária e pronto reinício das negociações de paz. Macron manifestou sua vontade de colaborar com a China para procurar vias de diálogo.

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