Policiais de Honduras ignoram toque de recolher e se unem a opositores

Alguns policiais abandonaram seus postos e se uniram a manifestações contra o resultado das eleições que irromperam na cidade horas depois de anoitecer e do toque de recolher supostamente ter entrado em vigor; a oposição alega que o governo manipulou as urnas para reeleger Juan Orlando Hernández contra o oposicionista Salvador Nusralla, que liderava a contagem 

Alguns policiais abandonaram seus postos e se uniram a manifestações contra o resultado das eleições que irromperam na cidade horas depois de anoitecer e do toque de recolher supostamente ter entrado em vigor; a oposição alega que o governo manipulou as urnas para reeleger Juan Orlando Hernández contra o oposicionista Salvador Nusralla, que liderava a contagem 
Alguns policiais abandonaram seus postos e se uniram a manifestações contra o resultado das eleições que irromperam na cidade horas depois de anoitecer e do toque de recolher supostamente ter entrado em vigor; a oposição alega que o governo manipulou as urnas para reeleger Juan Orlando Hernández contra o oposicionista Salvador Nusralla, que liderava a contagem  (Foto: Charles Nisz)


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Reuters - Os hondurenhos encheram as ruas da capital do país na noite de segunda-feira, batendo panelas e se juntando a policiais rebeldes, para desafiar um toque de recolher imposto depois de uma eleição presidencial muito criticada pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

Alguns policiais abandonaram seus postos e se uniram a manifestações quase carnavalescas que irromperam na cidade horas depois de anoitecer e do toque de recolher supostamente ter entrado em vigor. 

Um comunicado emitido em nome da Polícia Nacional disse que os agentes estão contrariados com o governo devido a uma crise política que não é de sua responsabilidade.

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“Nosso povo é soberano”, disse um membro do batalhão de choque Cobra, unidade de elite da polícia, ao ler o comunicado. “Não podemos confrontar e reprimir seus direitos’.” 

As autoridades terminaram a contagem dos votos na segunda-feira, depois de uma semana de críticas cada vez mais generalizadas à eleição de 26 de novembro, e a OEA deu crédito às reivindicações da oposição, segundo a qual o governo manipulou os resultados para garantir uma vitória.

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“A margem estreita, assim como as irregularidades, erros e problemas sistemáticos que cercaram esta eleição, não permite que a missão tenha certeza dos resultados”, disse o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, que liderou a missão de observação da OEA no país da América Central.

As autoridades eleitorais disseram que o presidente Juan Orlando Hernández obteve 42,98 por cento dos votos e seu rival opositor, Salvador Nasralla, outros 41,39 por cento com 99,96 por cento das urnas apuradas.

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Mas elas não chegaram a declarar um vencedor, e a Aliança de Oposição contra a Ditadura de centro-esquerda de Nasralla exigiu uma ampla recontagem de quase um terço dos votos, demanda apoiada pela OEA e por observadores eleitorais da União Europeia.

Um líder dos agentes rebelados da unidade Cobra reforçou essa visão ao dizer a repórteres que o país quer uma recontagem voto a voto para esclarecer os resultados, e pediu que as Forças Armadas manifestem apoio ao protesto policial.

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A Aliança, que afirma que os resultados das urnas foram adulterados, deve contestar formalmente o desfecho da votação.

Hernández tampouco se declarou vencedor na segunda-feira, apesar de tê-lo feito diversas vezes desde a eleição.

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“Faço um apelo pela paz, pela irmandade, pela sanidade, pela união nacional”, disse aos repórteres.

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