Polícia reprime manifestantes contrários à prisão de Khan, vítima de golpe de Estado no Paquistão
Primeiro-ministro deposto em 2022, Imran Khan alega que acusações de corrupção são motivadas politicamente porque ele construiu relações com a Rússia e a China durante seu mandato
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247, com agências internacionais — A polícia de Islamabad, capital do Paquistão, apresentou queixa de terrorismo contra o ex-primeiro-ministro Imran Khan, após uma multidão se revoltar diante de um tribunal na capital paquistanesa. Khan, que foi deposta por um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos, deveria comparecer ao tribunal no sábado para responder a acusações de corrupção.
No entanto, o que é visto como uma perseguição ao primeiro-ministro deposto, que também é um ícono do críquete nacional, tem ocasionado diversas manifestações gigantescas no país.
Khan, juntamente com mais de uma dúzia de funcionários de seu partido Tehreek-e-Insaf (PTI) no Paquistão e dezenas de seus partidários, foram acusados de uma ladainha de ofensas, incluindo tumultos, obstrução, agressão a policiais, fogo posto, intimidação e atos de terrorismo.
Revoltosos se reuniram fora do Complexo Judicial de Islamabad no sábado e atiraram pedras e dispararam bombas contra a polícia enquanto esperavam a chegada de Khan ao prédio. Uma dúzia de veículos da polícia foram queimados e os policiais responderam com gás lacrimogêneo. Mais de 50 policiais foram feridos e 59 dos apoiadores de Khan foram presos.
A polícia invadiu a residência de Khan em Lahore mais cedo no sábado, pouco depois que ele partiu para o tribunal em Islamabad. Uma multidão de partidários do ex-primeiro-ministro tentou bloquear a polícia, levando a confrontos e 30 prisões. A operação policial não foi a primeira na casa de Khan, e o ex-líder anteriormente acusou as autoridades de tentar prendê-lo e executá-lo.
Khan não chegou a entrar na sala do tribunal no sábado. Ele alegou, em mensagem de vídeo, que a polícia disparou gás lacrimogêneo sobre seu veículo, impedindo-o de sair. Por isso, o juiz adiou sua audiência para 31 de março.
Ele se tornou primeiro-ministro do Paquistão em 2018, mas foi deposto em 2022. Khan alega que as acusações de corrupção são motivadas politicamente e têm como objetivo impedi-lo de voltar ao poder — isto porque ele construiu relações econômicas e diplomáticas com a Rússia e a China durante seu mandato. Desde que foi derrubado, Khan alega que sua remoção foi orquestrada pelos EUA para colocar um governo capacho de Washington.
O PTI tem liderado protestos em todo o Paquistão e convocado eleições gerais imediatas A situação está polarizada; durante um comício de novembro em Wazirabad, um homem abriu fogo sobre Khan, ferindo-o e a outros oito. Mesmo com a perseguição política e judicial e os atentados, ele continua sendo o líder político mais popular do Paquistão, com uma taxa de aprovação de 61%, de acordo com uma pesquisa Gallup realizada no início deste mês. O atual primeiro-ministro Shehbaz Sharif está com 32%.
*Com informaçõs de RT e Reuters
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