Pobreza atinge 27,3% da população argentina no primeiro semestre
O índice de pobreza na Argentina cresceu para 27,3% da população no primeiro semestre, segundo números divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec)
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247, com Valor - O índice de pobreza na Argentina cresceu para 27,3% da população no primeiro semestre, segundo números divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censo (Indec).
O percentual de argentinos vivendo em situação de pobreza nos 31 aglomerados urbanos analisados era de 25,7% no fim do ano passado. No primeiro semestre de 2017, porém, o índice era maior, de 28,6%.
O número de famílias vivendo abaixo da linha da pobreza nessas localidades chegou a 19,6%, acima dos 17,9% do segundo semestre de 2017 e abaixo dos 20,4% do primeiro semestre também do ano passado.
A pobreza extrema apresentou comportamento semelhante, chegando 4,9% da população e 3,8% dos domicílios pesquisados. Seis meses antes, os percentuais eram de 4,8% e 3,5%, respectivamente, e, em igual período de 2017, de 6,2% e 4,5%.
A população total dos 31 aglomerados urbanos argentinos analisados é de 27,7 milhões de pessoas, constituída em 9 milhões domicílios.
Turbulências e dificuldades econômicas
O presidente Mauricio Macri afirmou que o aumento da pobreza na Argentina, revelado hoje, reflete o período de turbulências e dificuldades econômicas pelo qual o país vem passando.
Em declaração à imprensa, em Buenos Aires, ele disse que o dado recém-divulgado pelo Indec era esperado, mas "não é uma notícia fácil".
O presidente argentino alertou que os indicadores relativos ao período de março a setembro ainda mostrarão retrocessos. "Teremos meses difíceis adiante. Sabemos que as coisas vão demorar mais", disse.
Na declaração, Macri criticou o governo de sua antecessora, Cristina Kirchner, e afirmou que, quando chegou à Presidência, encontrou uma "realidade maquiada".
Ele se disse otimista em relação ao ano que vem e afirmou que a maior parte do Orçamento para 2019 está destinada para gastos sociais. "Passada essa tempestade, vamos voltar a crescer."
Macri também afirmou que o principal objetivo de seu governo é que "mais argentinos possam sair da pobreza e viver melhor".
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