PML sobre Venezuela: eleição foi democrática, mas direita preferiu o golpe
De Caracas, o jornalista Paulo Moreira Leite comentou nesta manhã a vitória de Nicolás Maduro, na Venezuela, e esclareceu qual é o papel da elite venezuelana; "O setor mais representativo da direita tornou-se uma via golpista que não participa das eleições, intervindo através da violência. Eles sabem que não conseguem ganhar pelo voto e deslegitimam um processo democrático", denuncia; assista seu comentário
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TV 247 - O jornalista Paulo Moreira Leite participou neste domingo (20) das eleições presidenciais na Venezuela, como observador, e relatou à TV 247 qual o cenário do País após a vitória de Nicolás Maduro, que obteve 6,1 milhões de votos e governará a nação venezuelana nos próximos seis anos.
Paulo Moreira Leite explica a simbologia da vitória de Maduro. "Representa mudanças significativas, fruto da resistência do chavismo, apesar do País ser refém de uma guerra econômica que já derrubou líderes como Salvador Allende, ex-presidente do Chile", contextualiza o jornalista.
Ele esclarece qual é o papel da elite venezuelana. "O setor mais representativo da direita, aquele que governou o País até a chegada de Hugo Chaves à presidência, tornou-se uma via golpista que não participa das eleições, intervindo através da violência. Eles sabem que não conseguem ganhar pelo voto e deslegitimam um processo democrático", denuncia.
Paulo compara a abstenção das eleições venezuelanas (53,98%) com a estadunidense, países adeptos ao processo eleitoral facultativo. "A eleição de Donald Trump nos EUA obteve grau de abstenção semelhante", esclarece.
O jornalista desconstruiu setores da mídia hegemônica brasileira que classificam Nicólas Maduro como ditador. "A direita venezuelana possui vários jornais, rádios e canais na TV aberta, existem mais emissoras de direita do que governistas aqui na Venezuela", relata.
Questionado se a Venezuela conseguirá superar a crise econômica, Paulo considera que tal fator dependerá do fim das sabotagens econômicas sob qual o governo é vítima. "Existe uma reserva de sete bilhões que o governo está impossibilitado de movimentar. Tentaram usá-lo para comprar remédios, mas foram impedidos, porém, acredito que materialmente o país consiga se reerguer", conclui o jornalista.
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