Pesquisador argentino diz que impeachment não encerra crise
"O novo governo não vai ter legitimidade eleitoral porque não foi eleito, a economia vai seguir em crise, os escândalos vão seguir existindo e afetando parte do novo governo, o que significa que a opinião pública vai seguir revoltada”, afirma professor de ciência política da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, Anibal Pérez Liñan; segundo ele, talvez a oposição esteja salvando o futuro do PT
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247 – Para o professor de ciência política da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, Anibal Pérez Liñan, o processo contra a presidente Dilma Rousseff não encerra crise no Brasil.
‘Quando impeachment é simplesmente um ato simbólico do Congresso para sacrificar o presidente, em consonância com a opinião pública, porque o presidente é impopular, abre-se um ciclo de instabilidade que não termina com a saída do presidente’, afirmou ele, em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’.
“Minha impressão é a de que a tentativa de destituir Dilma é um grande erro da oposição porque ela bate no governo justamente quando a economia está em crise. O novo governo não vai ter legitimidade eleitoral porque não foi eleito, a economia vai seguir em crise, os escândalos vão seguir existindo e afetando parte do novo governo, o que significa que a opinião pública vai seguir revoltada”, disse. Segundo ele, talvez a oposição esteja salvando o futuro do PT.
Segundo ele, ao apontar o uso das pedaladas como argumento, o Congresso abriu uma caixa de Pandora: “Nenhum Executivo no Brasil agora está seguro, pois todos estão expostos a acusações desse tipo” (leia aqui).
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