Peru teme que crise na Venezuela resulte em guerra civil

"Nosso temor é que haja uma guerra civil de baixa intensidade que produza uma crise humanitária de grandes proporções", afirmou o ministro das Relações Exteriores peruano, Ricardo Luna; mais de 120 pessoas morreram e dezenas foram presas durante uma onda de protestos contra o presidente Nicolás Maduro e no domingo as Forças Armadas da Venezuela controlaram uma rebelião militar

Protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro; Venezuela, Caracas
Protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro; Venezuela, Caracas (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - O Peru teme que a Venezuela se encaminhe a uma guerra civil devido ao agravamento da crise política e econômica do país petroleiro sob o comando do presidente Nicolás Maduro, disse na quarta-feira o ministro das Relações Exteriores peruano, Ricardo Luna.

O chanceler do Peru disse que Maduro está mais isolado do que nunca desde a instalação de uma questionada Assembleia Constituinte, e que seu governo carece de apoio interno para manter o poder durante décadas, como fez sua aliada Cuba.

A instalação da Assembleia de Maduro funcionou como estopim para que várias nações da América comparecessem a uma reunião na quarta-feira em Lima, onde condenaram o que qualificaram como rompimento democrático na Venezuela.

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"Nosso temor é que haja uma guerra civil de baixa intensidade que produza uma crise humanitária de grandes proporções", disse Luna em entrevista à Reuters em seu escritório no Palácio Torre Tagle, um casarão no centro de Lima construído no século 17.

Mais de 120 pessoas morreram e dezenas foram presas durante uma onda de protestos contra Maduro, que a oposição aponta como o responsável pela grave crise política e econômica que a nação caribenha atravessa.

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A inflação venezuelana chegou aos três dígitos em meio a um cenário de escassez de alimentos e recessão econômica. Maduro, por sua parte, garante que as manifestações da oposição são financiadas pela direita e almejam tirá-lo do poder.

"Não importa o quão bem enquadrada seja uma estratégia para preservar o regime, ou quanta pressão exista dentro da Venezuela," afirmou Luna. "Isso é irrelevante se as condições sociais são insustentáveis, e acho que estamos neste ponto agora", acrescentou.

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No domingo as Forças Armadas da Venezuela controlaram uma rebelião militar na cidade central de Valência liderada por um capitão aposentado, uma ação que o governo classificou como um ato "terrorista".

Os venezuelanos veem as Forças Armadas como o principal núcleo de poder no país, e a oposição vem exortando repetidamente os militares a romperem com Maduro, mas o alto escalão declarou sua lealdade ao mandatário.

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A Venezuela "é um regime que, por suas próprias ações, se isolou da corrente principal dos países do mundo", segundo Luna.

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