Peru congela US$ 7,7 mi de suspeitos em investigação sobre Odebrecht

Autoridades do Peru disseram que congelaram US$ 7,7 milhões em ativos de indivíduos, entre eles o ex-presidente Alejandro Toledo, investigados como parte de um inquérito sobre a empreiteira brasileira Odebrech;  empresa fez um acordo com procuradores dos Estados Unidos e do Brasil e admitiu ter pago propinas em 12 países para obter contratos;empreiteira está impedida de participar de novas licitações para obras de infraestrutura no Peru e tenta negociar acordos de leniência na Colômbia, no Equador, México, Panamá, República Dominicana e Venezuela; nesta semana a Argentina proibiu a Odebrecht de concorrer em licitações de obras públicas por 12 meses

Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa
Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Autoridades do Peru disseram na quinta-feira que congelaram 7,7 milhões de dólares em ativos de indivíduos, entre eles o ex-presidente Alejandro Toledo, investigados como parte de um inquérito sobre a empreiteira brasileira Odebrecht.

A empresa fez um acordo com procuradores dos Estados Unidos e do Brasil e admitiu ter pago propinas em 12 países para obter contratos. As acusações de tráfico de influência de Toledo, que governou entre 2001 e 2006, são parte da investigação peruana.

Oito outras pessoas foram incluídas no congelamento de ativos, que foi adotado para garantir o pagamento de multas futuras daqueles que forem condenados por acusações relacionadas à Odebrecht, informou um comunicado emitido pela Procuradoria-Geral do Peru.

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Os ativos embargados incluem quatro carros de Toledo, que está morando nos EUA. Não foi possível contactar os porta-vozes da Odebrecht e de Toledo para obter comentários.

A empreiteira está impedida de participar de novas licitações para obras de infraestrutura no Peru e tenta negociar acordos de leniência na Colômbia, no Equador, México, Panamá, República Dominicana e Venezuela.

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Nesta semana a Argentina proibiu a Odebrecht de concorrer em licitações de obras públicas por 12 meses.

(Por Marco Aquino)

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