Perto de eleições nos EUA, ideias de 'guerra civil' por batida policial na casa de Trump explodem nas redes sociais

Pesquisadores temem que o movimento normalize, de alguma forma, a violência política nos EUA

Donald Trump deixa a Trump Tower, em Nova York
Donald Trump deixa a Trump Tower, em Nova York (Foto: REUTERS/David 'Dee' Delgado)


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Sputnik - Especialistas dos Estados Unidos vêm se preocupando com uma discussão que outrora ficavam às margens do debate político, informou o jornal The New York Times na quarta-feira (5). Isso porque, após a operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Donald Trump, os termos "guerra civil" explodiram nas redes sociais.

A apreensão ocorre às vésperas das eleições de meio mandato, em 8 de novembro, na qual são escolhidos os congressistas federais e estaduais do país. Elas são chamadas assim porque ocorrem na metade do mandato presidencial e funcionam como uma espécie de "chancela" ao chefe do Executivo norte-americano. Há, portanto, a expectativa de que as menções ascendam novamente devido ao pleito.

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De acordo com a reportagem, somente no Twitter, as publicações com menção a "guerra civil" dispararam 3.000% em questão de horas após a batida na mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, em busca de documentos sigilosos que ele teria levado quando seu mandato encerrou na Casa Branca.

O movimento repentino foi visto em outras redes sociais, como Facebook, Telegram, Reddit, Parler, Gab e Truth Social, esta última criada pelo próprio presidente quando ele foi expulso das plataformas mais populares.

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Segundo uma empresa de monitoramento de mídia chamada Critical Mention, as menções a "guerra civil" mais que dobraram em programas de rádio e podcasts.

A preocupação dos pesquisadores é de que o movimento normalize, de alguma forma, a violência política, e que parte dos norte-americanos a vê com bons olhos.

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"O que vemos aqui é uma narrativa antes limitada aos campos radicais, mas hoje está em um lugar central no diálogo político", afirmou o professor de Ciências Políticas na Universidade de Chicago e fundador do Projeto Chicago sobre Segurança e Ameaças Robert Pape.

Algumas semanas depois das buscas, as publicações voltaram à tona e dispararam após o presidente Joe Biden dizer que Trump e republicanos que usam seu slogan MAGA ("façam os EUA grandes novamente, no acrônimo em inglês) eram uma ameaça "às próprias fundações da nossa república" em um discurso sobre democracia na Filadélfia.

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Brian Gibby, um especialista de dados independente em Charlotte, disse em uma newsletter após o discurso de Biden que acreditava que uma "guerra civil havia começado".

"Nunca vi um discurso mais divisivo e cheio de ódio de um presidente americano", escreveu.

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Ao jornal, ele declarou que achava que Biden "elevava o tom de um conflito quente nos EUA".

Acrescentou também que preocupava com a hipótese de que algo acontecesse perto das eleições de novembro, que seria "similar ao 6 de janeiro [de 2021], mas bem mais violento", com grupos armados de republicanos e democratas entrando em confronto.

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