Pequim critica sanções dos EUA contra empresa chinesa por seus laços com a Venezuela

Ministério das Relações Exteriores da China declarou que apoia os esforços de Caracas para defender sua soberania

Hua Chunying, porta-voz da Chancelaria chinesa
Hua Chunying, porta-voz da Chancelaria chinesa (Foto: Xinhua)


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247 - O Ministério das Relações Exteriores da China condenou em 1º de dezembro as sanções impostas pelos Estados Unidos contra sua estatal China National Electronics Import & Export Corporation (CEIEC), por sua relação com a Venezuela.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, se manifestou contra o "abuso" das sanções internacionais e especificou que Pequim apoia os esforços de Caracas para defender sua soberania, informou a RT

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Neste contexto, a porta-voz indicou que o seu país tomará as medidas necessárias para proteger os interesses e direitos da empresa e instou Washington a levantar as restrições impostas.

Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, a empresa foi incluída na lista dos chamados Cidadãos Especialmente Designados, do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros.

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A Venezuela afirma que as sanções dos EUA contra a empresa chinesa CEIEC são "uma medida desesperada de um governo frustrado e moribundo"

“A empresa CEIEC forneceu software, treinamento e experiência técnica a entidades governamentais venezuelanas, que posteriormente foram utilizadas contra o povo venezuelano”, diz a nota do governo estadunidense, tentando justificar a sanção.

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Na explicação, se acrescenta que o Estado chinês, especificamente, fornece suporte cibernético, com especialistas técnicos, à empresa nacional de telefones da Venezuela CANTV, o principal provedor de serviços de Internet no país sul-americano.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela rejeitou na segunda-feira a imposição pelos EUA de sanções contra a empresa CEIEC, chamando essa ação punitiva de "uma medida desesperada de um governo frustrado e moribundo".

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Para o governo venezuelano, o objetivo de Washington com esta sanção à empresa chinesa é "criar dificuldades para a população" do país sul-americano, às vésperas das eleições parlamentares. No entanto, o Executivo frisou que "nenhuma medida desesperada de um governo frustrado e moribundo" impedirá a realização dessas eleições em 6 de dezembro.

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