Partidos da Palestina e do Líbano se unem contra plano de anexação de Trump e Netanyahu
Os membros da resistência palestina e libanesa se reúnem e enfatizam a necessidade de unidade diante do projeto israelense-americano
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247 - O representante da Jihad Islâmica Palestina no Líbano, Ehsan Ataya, reuniu-se nesta quarta-feira (15) com Hasan Hobolá, membro do conselho político do Movimento de Resistência Islâmico Libanês (Hezbollah) e seu assistente, Ataolá Hamud, em Beirute ( capital libanesa), onde discutiram os acontecimentos recentes na Palestina, em particular sobre os campos de refugiados palestinos.
A Jihad Islâmica parabenizou o 14º aniversário da vitória do Hezbollah sobre Israel na guerra de 33 dias e enfatizou a necessidade de "unidade das forças da Resistência diante do projeto sionista -americano", informa HispanTV.
Os dois partidos pediram para enfrentar juntos o chamado acordo do século, um plano revelado em janeiro passado pelo governo dos EUA, presidido por Donald Trump, que tem o apoio de alguns países reacionários na região da Ásia Ocidental.
Os movimentos de resistência também condenaram o silêncio mantido por alguns países árabes e os planos de Tel Aviv de anexar grande parte da Cisjordânia ocupada.
Da mesma forma, enfatizaram a resistência e a união de esforços para a libertação da Palestina e da mesquita de Al-Aqsa, na cidade sagrada de Al-Quds (Jerusalém).
O plano de anexação israelense faz parte do chamado "acordo do século", que daria aos palestinos autonomia limitada em uma pátria descontínua, deixaria o estratégico Vale do Jordão nas mãos de Israel e esqueceria o problema de milhões de refugiados palestinos ansiosos por retornar à sua terra natal.
Diante dessa situação, em 2 de julho, o Movimento Nacional pela Libertação da Palestina (Al-Fatah) e o Movimento de Resistência Islâmica da Palestina (Hamas) comprometeram-se a se unir para frustrar os planos de anexar a Cisjordânia - uma terra ocupada por Israel em 1967 - e as conspirações israelense-americanas.
Segundo a Al-Fatah, a união entre os grupos de resistência palestinos na anexação da Cisjordânia foi um "choque" para o regime israelense.
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