Partido Popular vence legislativas na Espanha

Vice Soraya Sáenz de Santamaría anunciou a vitória do Partido Popular quando foram a apuração já havia atingido atingia 97% das urnas; logo após, o secretário-geral do Podemos – partido de esquerda que ficou em terceiro lugar –, Pablo Iglesias, reafirmou que os resultados da eleições gerais em Espanha indicam "o fim do bipartidismo": "Hoje nasceu uma nova Espanha. Inaugura-se uma nova etapa política no país. As forças da mudança obtiveram mais de 20% dos votos, mais de 5 milhões de votos em todo o país"

Vice Soraya Sáenz de Santamaría anunciou a vitória do Partido Popular quando foram a apuração já havia atingido atingia 97% das urnas; logo após, o secretário-geral do Podemos – partido de esquerda que ficou em terceiro lugar –, Pablo Iglesias, reafirmou que os resultados da eleições gerais em Espanha indicam "o fim do bipartidismo": "Hoje nasceu uma nova Espanha. Inaugura-se uma nova etapa política no país. As forças da mudança obtiveram mais de 20% dos votos, mais de 5 milhões de votos em todo o país"
Vice Soraya Sáenz de Santamaría anunciou a vitória do Partido Popular quando foram a apuração já havia atingido atingia 97% das urnas; logo após, o secretário-geral do Podemos – partido de esquerda que ficou em terceiro lugar –, Pablo Iglesias, reafirmou que os resultados da eleições gerais em Espanha indicam "o fim do bipartidismo": "Hoje nasceu uma nova Espanha. Inaugura-se uma nova etapa política no país. As forças da mudança obtiveram mais de 20% dos votos, mais de 5 milhões de votos em todo o país" (Foto: Roberta Namour)


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Mariana Jungmann, da Agência Brasil

O Partido Popular (PP) ganhou as eleições espanholas de ontem (20) com 123 deputados e 28,7% dos votos, seguido do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), com 90 deputados e 22%, depois de escrutinados 99,5% dos boletins.

O Podemos tem 69 lugares, com cerca de 20,6%, seguindo-se o Ciudadanos, com 40 deputados e 13,9%.

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Seguem-se a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), com nove eleitos e 2,3% dos votos nacionais, a Democràcia y Llibertat (oito deputados e 2,2%), o Partido Nacionalista Basco (seis deputados e 1,2%).

Sem conseguir formar um grupo parlamentar no Congresso ficaram a Esquerda Unida (dois deputados e 3,6%), o partido basco EH (2 lugares e 0,8%) e a Coligação Canária (um deputado e 0,3%).

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No caso do Podemos, o total de lugares resulta da combinação dos votos no partido liderado por Pablo Iglesias mas também com as listas autónomas apresentadas na Catalunha (En Comú Podem), em Valência (Compromís en la Comunidad Valenciana) e na Galiza (En Marea).

Vitória

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A vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, anunciou a vitória do Partido Popular quando foram a apuração já havia atingido atingia 97% das urnas.e 121 deputados.

Logo após o anúnciou, o secretário-geral do Podemos – partido de esquerda que ficou em terceiro lugar –, Pablo Iglesias, reafirmou que os resultados da eleições gerais em Espanha indicam "o fim do bipartidismo" e considerou como prioridade do seu partido uma reforma constitucional ampla.

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"Hoje nasceu uma nova Espanha. Inaugura-se uma nova etapa política no país. As forças da mudança obtiveram mais de 20% dos votos, mais de 5 milhões de votos em todo o país", afirmou Pablo Iglesias, numa referência ao seu partido e às formações "irmãs" que apoiou, o En Comú Podem, da Catalunha, o Compromís, da Comunidade Valenciana e o En Mareas, da Galiza.

Iglesias recordou que o Podemos foi a força mais votada na Catalunha e no País Basco e a segunda mais votada em comunidades como Madrid e Galiza - em ambos os casos atrás do PP. Com 97% dos votos escrutinados, o PP regista 121 deputados, seguido do PSOE - com 92 -, do Podemos, que estreia no parlamento com 69 deputados, e do Ciudadanos, com 40 assentos.

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O líder do Podemos destacou que o PP, de Mariano Rajoy, obteve o seu pior resultado desde 1989 e o PSOE, de Pedro Sánchez, o seu pior resultado desde que há democracia em Espanha (1977). "Acabou-se o sistema da rotação [de poder] em Espanha, acabou-se o bipartidismo. Somos a única força política de âmbito estatal capaz de liderar um acordo plurinacional que respeite as forças da mudança, que os espanhóis pedem", disse Pablo Iglesias.

Ele enumerou suas prioridades: "em primeiro lugar a blindagem dos direitos sociais na constituição", defendendo o direito à habitação contra os despejos, a saúde pública e a educação.

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Também recordou como prioridade do seu programa uma reforma do sistema eleitoral, "imprescindível e inadiável", que permita o desenvolvimento "plurinacional de Espanha" e uma moção de confiança ao governo em caso de não cumprimento do seu programa.

"Estamos começando uma nova era política no nosso país e a nossa agenda, antes de mais, é a reforma constitucional", disse Iglesias, ao ser questionado sobre possíveis acordos com outras formações para formar o governo ou para a votação de investidura do presidente do Governo.

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