Partido húngaro aliado de Bolsonaro pode ser expulso de bancada do Parlamento Europeu
A bancada de direita e centro direita no Parlamento Europeu, a maior do organismo legislativo da União Europeia, está considerando a hipótese de expulsar de suas fileiras o partido de extrema-direita de Viktor Orban, o amigo húngaro de Jair Bolsonaro, de posições radicalmente antidemocráticas e anti-imigrantes; o processo de expulsão será debatido no próximo dia 20 de março
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247, por Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas - A bancada de direita e centro direita no Parlamento Europeu, a maior do organismo legislativo da União Europeia, está considerando a hipótese de expulsar de suas fileiras o partido de extrema-direita de Viktor Orban, o amigo húngaro de Jair Bolsonaro, de posições radicalmente antidemocráticas e anti-imigrantes. O processo de expulsão foi lançado oficialmente nesta semana e será debatido no próximo dia 20 de março.
O Partido Popular Europeu (PPE), o maior grupo político do Parlamento Europeu, que reúne a direita e centro-direita do bloco, lançou oficialmente o processo de expulsão do Fidesz, partido do primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán, que está em seu terceiro mandato consecutivo. A questão, que será discutida no dia 20 de março, deve elevar ainda mais a tensão com o governo de Orbán. Para os cristãos-democratas, que representam a maioria no PPE, o líder autocrático da Hungria continua desrespeitando o Estado de Direito.
No poder na Hungria desde 2010, o Fidesz viola os valores europeus ao promover sua política anti-imigração. Entre as medidas autoritárias, Orbán criou um sistema judicial paralelo, acabou com a independência do Judiciário e limitou a liberdade de expressão no país. Em setembro passado, o Parlamento Europeu abriu um processo contra a Hungria por violação dos direitos fundamentais. A partir desta ação inédita, Budapeste corre agora o risco de perder seu direito de voto no Conselho da União Europeia.
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