Partido espanhol Podemos não reconhece governo Temer

Legenda de esquerda encorajou o governo da Espanha a não reconhecer o afastamento da presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, pois considera o impeachment como um "golpe de estado"; "O Podemos apela para o governo da Espanha para que ele não aceite o governo ilegítimo do Brasil devido ao afastamento de Dilma", disse a legenda em um comunicado

Brasília - DF, 27/06/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com ministros do Núcleo de Infraestrutura e Líderes do governo. Foto: Marcos Corrêa/PR
Brasília - DF, 27/06/2016. Presidente em Exercício Michel Temer durante reunião com ministros do Núcleo de Infraestrutura e Líderes do governo. Foto: Marcos Corrêa/PR (Foto: Paulo Emílio)


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Sputnik - O partido de esquerda espanhol Podemos encorajou o governo da Espanha a não reconhecer o afastamento da presidente do Brasil Dilma Rousseff, pois considera tal façanha como "golpe de estado". "O Podemos apela para o governo da Espanha para que ele não aceite o governo ilegítimo do Brasil devido ao afastamento de Dilma", diz o comunicado do partido de esquerda.

O partido Podemos pede as autoridades espanhóis "para que não esqueçam da democracia, sendo esta o princípio básico da política externa".

Segundo a declaração do partido, "é necessário respeitar a vontade do povo, sendo que o único procedimento de alteração do mandato (da presidente, no caso) é vitória nas urnas". Recentemente, o Senado votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff com 61 votos, enquanto 20 senadores votaram contra.

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Em votação separada foi decidido que a presidente afastada não será privada do direito de ocupar cargos públicos (houve a possibilidade de ela perder o direito de ocupar cargos públicos durante oito anos). O vice-presidente Michel Temer se tornou chefe interino de Estado antes das eleições de 2018. Após o impeachment, aliados e defesa de Dilma vão recorrer à Suprema Corte.

Ao mesmo tempo, na Espanha segue disputa política, e o cenário no país está rodeado de incertezas. O chefe do governo espanhol atual, Mariano Rajoy, não conseguiu obter a maioria absoluta no Congresso dos Deputados (composto por 350 deputados) para a tomada de posse, obtendo 170 votos a favor, 180 contra e 0 abstenções. A segunda votação está programada para a sexta-feira, 2 de setembro.

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