Parlamento ucraniano aprova lei marcial
O parlamento da Ucrânia, a chamada Suprema Rada, aprovou na noite desta segunda-feira uma lei marcial de 30 dias que abrangerá diferentes partes do país, segundo informou a imprensa local
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Sputnik - O parlamento da Ucrânia, a chamada Suprema Rada, aprovou na noite desta segunda-feira uma lei marcial de 30 dias que abrangerá diferentes partes do país, segundo informou a imprensa local.
A medida atende a um pedido do presidente do país, Pyotr Poroshenko, após um incidente provocado por navios da Marinha da Ucrânia em águas territoriais russas no último domingo, que resultou na detenção das três embarcações ucranianas envolvidas.
Além da lei marcial, a Rada também definiu a data de 31 de março de 2019 para a próxima eleição presidencial no país.
Em 25 de novembro três navios da Marinha ucraniana, Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu, violando os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre direito marítimo, atravessaram a fronteira da Rússia. Os navios entraram na zona aquática temporariamente encerrada e realizaram manobras perigosas durante várias horas sem reagir às exigências das embarcações russas que acompanhavam os navios ucranianos.
Foi tomada a decisão de usar armas. Todos os navios ucranianos foram detidos aproximadamente a 20 km da costa russa e a 50 km do local habitual de passagem dos navios no estreito de Kerch por baixo da Ponte da Crimeia.
Durante o incidente, três militares ucranianos ficaram levemente feridos. Eles receberam assistência médica e não correm risco de vida.
A Rússia abriu um processo criminal por violação da fronteira.
Neste 26 de novembro, o presidente Poroshenko aprovou a proposta do Conselho de Segurança e Defesa Nacional para introdução da lei marcial no país depois do incidente no estreito de Kerch.
Também nesta segunda-feira, o Serviço Federal de Segurança da Rússia, o FSB, fez circular um vídeo no qual um oficial naval ucraniano admite a natureza provocativa das ações tomadas pela Marinha ucraniana na ocasião.
"Eu deliberadamente ignorei os pedidos para parar transmitidos via frequências VHF", disse o capitão de 3ª classe Vladimir Lesovoy, comandante de uma unidade de navio auxiliar na base naval de Yug (Sul) da Marinha ucraniana. "No momento da missão, nós tínhamos armas pequenas e metralhadoras de grande calibre munidas a bordo", explicou, sem especificar o nome do navio em que estava mas destacando que estava apenas cumprindo ordens, como subordinado, de trazer os navios do porto de Odessa para o porto de Mariupol.
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