Parlamento revoga direito de Putin enviar tropas à Ucrânia

Um proeminente parlamentar disse que a decisão, solicitada por presidente Vladimir Putin, deveria ser vista como um ato de boa vontade para ajudar a facilitar os esforços de paz na Ucrânia, onde o governo russo se posiciona como defensor dos direitos da minoria de língua russa; mas ele afirmou que esse poder poderia ser restabelecido rapidamente

President Vladimir Putin chairs a government meeting in Novo-Ogaryovo residence outside Moscow January 15, 2014. Putin appointed the director of a leading steel company as the interim governor of one of Russia's main industrial regions on Wednesday, repla
President Vladimir Putin chairs a government meeting in Novo-Ogaryovo residence outside Moscow January 15, 2014. Putin appointed the director of a leading steel company as the interim governor of one of Russia's main industrial regions on Wednesday, repla (Foto: Roberta Namour)


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MOSCOU (Reuters) - A Câmara Alta do Parlamento russo aprovou nesta quarta-feira a revogação do direito que havia concedido em março ao presidente Vladimir Putin de ordenar uma intervenção militar na Ucrânia, onde o governo central está empenhado em debelar uma rebelião em regiões de língua russa no leste do país.

Um proeminente parlamentar disse que a decisão, solicitada por Putin, deveria ser vista como um ato de boa vontade para ajudar a facilitar os esforços de paz na Ucrânia, onde o governo russo se posiciona como defensor dos direitos da minoria de língua russa. Mas ele afirmou que esse poder poderia ser restabelecido rapidamente.

"O presidente da Federação Russa tem meios suficientes, em conformidade com a Constituição e a lei federal, para influenciar efetivamente a situação na Ucrânia, declarou no plenário Viktor Ozerov, chefe do Comitê de Segurança e Defesa do Conselho da Federação (a Câmara Alta do Parlamento).

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"Se, para essa finalidade, o presidente precisar adotar medidas de natureza militar, o Comitê de Segurança e Defesa do Conselho da Federação está pronto... para analisar rapidamente tal moção do presidente. Mas espero que isso não seja requisitado."

A decisão, de cumprimento imediato, foi aprovada por 153 votos a favor e 1 contra, sem abstenções.

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(Reportagem de Gabriela Baczynska)

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