Parlamento francês aprova obrigatoriedade de passaporte sanitário a partir de agosto

Senadores e deputados concordaram em adotar um novo texto, fruto de horas de debate na Assembleia Nacional, que resultaram em algumas modificações ao projeto original

(Foto: Reprodução/RFI)


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Da RFI - A imprensa francesa desta segunda-feira (26) analisa a adoção do passaporte sanitário no país, após uma longa discussão e votação do projeto de lei no Parlamento, neste domingo (25). Senadores e deputados concordaram em adotar um novo texto, fruto de horas de debate na Assembleia Nacional, que resultaram em algumas modificações ao projeto original.

“Alívio para o governo que quer ir o mais rápido possível”, escreve o jornal Le Figaro. “Nós conseguimos encontrar uma unidade, a maioria dos deputados, incluindo os da oposição, consideraram que a situação atual justifica as medidas”, celebrou o ministro da Saúde, Olivier Verán, citado pela reportagem.

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O jornal destaca certo alívio, também, entre deputados e senadores da oposição, que conseguiram algumas vitórias e modificações no projeto. “Precisávamos de um encaminhamento menos repressivo e isso nós conseguimos”, comemorou Philippe Bas, senador da legenda de direita Os Republicanos.

A ameaça de demissão de funcionários em caso de não apresentação do passaporte sanitário foi retirada do texto e substituída por uma suspensão do contrato de trabalho. Assim, nem os profissionais de saúde nem os atendentes de bares e restaurantes que não tenham o documento poderão ser dispensados. Essa era uma das principais preocupações dos sindicatos de trabalhadores.

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Fim das multas

Outra mudança diz respeito às sanções aplicadas aos estabelecimentos que descumprirem as novas regras. Pelo projeto inicial, os empregadores estavam sujeitos a uma multa de € 1,5 mil (cerca de R$ 9 mil) e um ano de prisão caso não verificassem o passaporte sanitário de seus clientes. “Agora, as penalidades serão administrativas, como fechamento de até sete dias do estabelecimento em caso de desrespeito”, explica o Le Parisien. “Mas se o descumprimento for recorrente, três vezes seguidas, em 45 dias, a punição pode chegar a € 9 mil de multa (R$ 54 mil) e até um ano de prisão”, completa o texto.

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Já o isolamento dos infectados pela Covid-19 por dez dias não será mais controlado pela polícia. Porém, a assistência social poderá checar se aqueles diagnosticados como positivo para o coronavírus estarão mesmo em suas casas. E, em caso de ausência, as autoridades poderão ser alertadas.

O passaporte sanitário entra em vigor no início de agosto para os estabelecimentos que recebem público, incluindo as áreas externas dos restaurantes. E continua valendo para os menores, a partir de 12 anos, mas, nesse caso, só a partir de 30 de setembro.  

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Além disso, os adolescentes com mais de 16 anos não precisam mais de autorização dos pais para serem vacinados.

A vacinação obrigatória para os profissionais de saúde e cuidadores de idosos foi mantida.

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O projeto de lei deve passar ainda pelo Conselho Constitucional, que terá oito dias para examinar o texto, antes que este seja aplicado.

O jornal ainda explica que “a entrada em shoppings de mais de 20 mil m² não será condicionada à apresentação do passaporte sanitário”, assim como o acesso a supermercados e lojas de artigos de primeira necessidade será garantido a todos.

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Uma emenda proposta pelo ministro da Saúde e aceita pelos parlamentares, no entanto, permite aos prefeitos impor o passaporte sanitário e até mesmo fechar parte do comércio, em caso de uma alta substancial dos casos de Covid-19.

Outra mobilização

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O jornal Libération traz na capa a imagem de uma grande seringa e a chamada: “a outra mobilização”. A manchete compara que, “enquanto 161 mil pessoas se manifestaram sábado (24) contra o passaporte sanitário, no mesmo dia, duas vezes mais gente foi aos locais de vacinação para receber a primeira dose”.

O diário lembra que a meta de atingir 40 milhões de franceses com a primeira dose será alcançada nesta segunda-feira.

A reportagem destaca, ainda, que a quarta onda da doença é responsável por uma explosão de casos. No sábado, foram registrados 22.767 novas infecções, duas vezes mais do que no fim de semana anterior.

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