Parlamento europeu retira imunidade de deputados envolvidos em 'caso Catar'

Marc Tarabella e Andrea Cozzolino foram afastados e respondem por envolvimento em escândalo com autoridades políticas do país

(Foto: REUTERS/Yves Herman)


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Opera Mundi - O plenário do Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira (02/02) a revogação da imunidade aos eurodeputados Marc Tarabella e Andrea Cozzolino que, segundo uma investigação da Procuradoria de Bruxelas, estão envolvidos em um escândalo de corrupção com propina com o Catar.

 A decisão para ambas as revogações foi feito por meio de votações simples entre os demais políticos do órgão. Tarabella, eurodeputado pela Bélgica, estava no plenário e também votou a favor da perda da imunidade - Cozzolino, da Itália,  não compareceu.

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Após a votação, o belga afirmou que votou pela retirada do benefício "para que a justiça faça o seu trabalho". "Terei a possibilidade de me manifestar e poderei responder aos ataques da imprensa", disse aos jornalistas após a sessão.

Já Cozzolino, que tinha se manifestado também em prol da retirada da imunidade, disse através de seus advogados Federico Conte, Dezio Ferraro e Dimitri De Becó, que é "estranho" aos fatos investigados e que se defenderá "em todas as sedes, como já fez na Comissão, para que a verdade possa aparecer".

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A nota da defesa de Cazzolino ainda aponta que o Parlamento Europeu "falhou" em atuar contra o escândalo e que agora confia em uma investigação "que se desenvolve a partir de um arrependimento interessado, pronto e conveniente que a nossa experiência judiciária em assuntos do tipo nos faz observar com suspeita e ceticismo".

A fala sobre o "arrependimento" refere-se ao ex-eurodeputado italiano Antonio Panzeri, apontado pelas autoridades belgas como a "alma" do esquema de suborno e compra de votos. O político está preso desde 9 de dezembro, quando a polícia fez uma série de detenções e operações de busca e apreensão, e firmou um acordo judicial para colaborar com a investigação em troca de uma pena reduzida.

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Além de Panzeri, outras três pessoas ligadas ao esquema continuam detidas: Giorgi Francesco, ex-assessor do grupo parlamentar Socialistas & Democratas (S&D) e marido da ex-vice-presidente do Parlamento, Eva Kaili, que também segue presa; e o italiano Niccolò Figa-Talamanca, diretor da ONG No Peace Without Justice.

Entre as revelações de Panzeri já tornadas públicas, o ex-eurodeputado informou que ele e Giorgi atuavam "em uma iniciativa de lobby e buscavam parlamentares que estivessem disponíveis a apoiar certas posições em prol do Catar". Já o dinheiro que chegava a eles era lavado em Marrocos por meio de contatos do italiano. 

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Panzeri afirmou ainda que deu dinheiro para Tarabella "mais de uma vez" em valores que totalizam "entre 120 mil euros e 140 mil euros". Já sobre Cozzolino, não afirmou que houve pagamento de suborno, mas confirmou envolvimento no caso.

(*) Com Ansa

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