Parlamento da Moldávia aprova novo governo pró-Ocidente
Dorin Recean, de 48 anos, foi nomeado na sexta-feira pela presidente Maia Sandu para substituir Natalia Gavrilita
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CHISINAU, 16 Fev (Reuters) - O parlamento da Moldávia aprovou um governo pró-Ocidente liderado pelo novo primeiro-ministro Dorin Recean nesta quinta-feira, depois que ele prometeu reanimar a economia e traçar um rumo de adesão à União Europeia.
Recean, de 48 anos, foi nomeado na sexta-feira pela presidente Maia Sandu para substituir Natalia Gavrilita, cujo governo renunciou após 18 meses difíceis no cargo, marcados por turbulência econômica e suposta intromissão da Rússia.
Recean, ex-ministro do Interior e assessor presidencial, garantiu a aprovação de 62 legisladores no parlamento de 101 assentos depois de delinear seus planos políticos em um programa intitulado "Moldávia próspera, segura e europeia".
"Queremos viver em um mundo seguro, onde os tratados internacionais sejam respeitados, onde os problemas entre os países sejam resolvidos pelo diálogo, onde haja respeito pelos pequenos estados", declarou o programa.
"Queremos ser membros de pleno direito da União Europeia", acrescentou.
Recean disse antes da votação parlamentar que seu governo incluiria apenas quatro ministros que não estavam no antigo --os ministros da Fazenda, Infraestrutura, Justiça e Energia.
Ele é um político experiente que atuou como secretário do Conselho Supremo de Segurança, um órgão consultivo sobre assuntos militares e de segurança nacional, e foi ministro do Interior de 2012 a 2015.
A Moldávia, uma ex-república soviética de 2,5 milhões de pessoas que faz fronteira com a Ucrânia e a Romênia, membro da UE, já é candidata a ingressar na UE, mas o processo geralmente leva vários anos.
Sua economia é altamente dependente dos fluxos de gás russo e foi atingida pelos efeitos colaterais da guerra na Ucrânia. Os altos preços da energia e dos alimentos aumentaram a inflação em 2022 e provocaram protestos antigovernamentais enquanto a Moldávia recebia um grande número de deslocados da Ucrânia.
Sandu acusou repetidamente a Rússia de tentar desestabilizar a Moldávia e acusou Moscou na segunda-feira de conspirar para derrubar a liderança do país, impedi-lo de ingressar na UE e usá-lo na guerra contra a Ucrânia.
A Rússia, que tem tropas na região separatista da Transnístria, na Moldávia, negou as acusações.
As tensões foram exacerbadas pela queda de detritos de mísseis em território moldavo após ataques russos à Ucrânia.
No quarto incidente desse tipo, a polícia disse na quinta-feira que restos de mísseis foram encontrados no norte da Moldávia, perto da fronteira com a Ucrânia, logo após a última onda de ataques aéreos russos. Moscou não comentou imediatamente o relatório.
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