Parlamento da Moldávia aprova novo governo pró-Ocidente

Dorin Recean, de 48 anos, foi nomeado na sexta-feira pela presidente Maia Sandu para substituir Natalia Gavrilita

Dorin Recean participa de uma sessão de uma comissão parlamentar em Chisinau, Moldávia, em 16 de fevereiro de 2023 antes de sua confirmação como primeiro-ministro
Dorin Recean participa de uma sessão de uma comissão parlamentar em Chisinau, Moldávia, em 16 de fevereiro de 2023 antes de sua confirmação como primeiro-ministro (Foto: REUTERS/Vladislav Culiomza)


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CHISINAU, 16 Fev (Reuters) - O parlamento da Moldávia aprovou um governo pró-Ocidente liderado pelo novo primeiro-ministro Dorin Recean nesta quinta-feira, depois que ele prometeu reanimar a economia e traçar um rumo de adesão à União Europeia.

Recean, de 48 anos, foi nomeado na sexta-feira pela presidente Maia Sandu para substituir Natalia Gavrilita, cujo governo renunciou após 18 meses difíceis no cargo, marcados por turbulência econômica e suposta intromissão da Rússia.

Recean, ex-ministro do Interior e assessor presidencial, garantiu a aprovação de 62 legisladores no parlamento de 101 assentos depois de delinear seus planos políticos em um programa intitulado "Moldávia próspera, segura e europeia".

"Queremos viver em um mundo seguro, onde os tratados internacionais sejam respeitados, onde os problemas entre os países sejam resolvidos pelo diálogo, onde haja respeito pelos pequenos estados", declarou o programa.

"Queremos ser membros de pleno direito da União Europeia", acrescentou.

Recean disse antes da votação parlamentar que seu governo incluiria apenas quatro ministros que não estavam no antigo --os ministros da Fazenda, Infraestrutura, Justiça e Energia.

Ele é um político experiente que atuou como secretário do Conselho Supremo de Segurança, um órgão consultivo sobre assuntos militares e de segurança nacional, e foi ministro do Interior de 2012 a 2015.

A Moldávia, uma ex-república soviética de 2,5 milhões de pessoas que faz fronteira com a Ucrânia e a Romênia, membro da UE, já é candidata a ingressar na UE, mas o processo geralmente leva vários anos.

Sua economia é altamente dependente dos fluxos de gás russo e foi atingida pelos efeitos colaterais da guerra na Ucrânia. Os altos preços da energia e dos alimentos aumentaram a inflação em 2022 e provocaram protestos antigovernamentais enquanto a Moldávia recebia um grande número de deslocados da Ucrânia.

Sandu acusou repetidamente a Rússia de tentar desestabilizar a Moldávia e acusou Moscou na segunda-feira de conspirar para derrubar a liderança do país, impedi-lo de ingressar na UE e usá-lo na guerra contra a Ucrânia.

A Rússia, que tem tropas na região separatista da Transnístria, na Moldávia, negou as acusações.

As tensões foram exacerbadas pela queda de detritos de mísseis em território moldavo após ataques russos à Ucrânia.

No quarto incidente desse tipo, a polícia disse na quinta-feira que restos de mísseis foram encontrados no norte da Moldávia, perto da fronteira com a Ucrânia, logo após a última onda de ataques aéreos russos. Moscou não comentou imediatamente o relatório.

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