Parlamento boliviano quer investigar relação do governo brasileiro com golpe de 2019

Freddy Mamani, presidente da Câmara dos deputados do país vizinho, defende criação de uma comissão de inquérito a partir das revelações sobre o apoio do ex-presidente argentino Mauricio Macri aos setores golpistas, e diz pretende apurar as ações do Brasil de Bolsonaro e do Chile de Sebastián Piñera naquele episódio

Jeanine Áñez
Jeanine Áñez (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)


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Por Victor Farinelli, ma Carta Maior - Qual foi a participação dos governos da América do Sul no golpe de Estado que a direita promoveu na Bolívia em 2019, derrubando o governo legitimamente eleito de Evo Morales?

Essa é uma pergunta que ganhou força depois que uma reportagem recente do jornal argentino Página/12 mostrando uma denúncia apresentada na Justiça argentina contra o governo de Mauricio Macri, que naquele então vivia seu último mês como presidente, período em que teria colaborado com a direita golpista boliviana – entre outras coisas, enviando armas contrabandeadas ao país vizinho, que foram usadas nos ataques a sedes de governo e a residências de autoridades do partido governista MAS (Movimento ao Socialismo), e também a familiares dos mesmos.

Por isso, o presidente da Câmara dos Deputados da Bolívia, Freddy Mamani, anunciou nesta terça-feira (13/7) a proposta de criar uma comissão de inquérito para averiguar não só as denúncias contra Macri como também a possibilidade de que outros governos possam ter colaborado com os golpistas.

Mamani não escondeu quais são os governos cujas ações relacionadas ao episódio serão alvo de apuração: o de Jair Bolsonaro no Brasil e o de Sebastián Piñera no Chile, ambos de direita e abertamente hostis a Evo Morales e ao MAS – ambos os países, inclusive, mantêm essa postura de animosidade com o atual governo progressista de Luis Arce, a qual foi interrompida, curiosamente, durante a gestão de Jeanine Áñez, a presidenta que foi colocada no poder pelas Forças Armadas após o golpe de 2019.

A bancada governista da Câmara afirma que há registros de figuras que foram líderes do golpe de Estado de 2019 participando de reuniões em Santiago e em Brasília nas semanas e meses anteriores. No caso do Brasil, o principal elo foi o empresário Luis Fernando Camacho, caudilho dos movimentos de ultradireita de Santa Cruz (região sudeste do país), que participou de encontros com parlamentares bolsonaristas e chegou a ser recebido pelo então chanceler brasileiro Ernesto Araújo no Itamaraty.

Leia a reportagem completa na Carta Maior.

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