Paraguai: manifestantes vão às ruas contra Abdo Benítez e incendeiam sede do Partido Colorado, do presidente (vídeo)

Manifestantes paraguaios, que estão nas ruas há dias contra a política genocida do governo do país, protestaram contra o arquivamento do pedido de impeachment contra o presidente, Mario Abdo Benítez, e de seu vice, Hugo Velázquez, acusados de má gestão da pandemia de Covid-19

(Foto: Reprodução)


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247 - Manifestantes paraguaios, que estão nas ruas há dias contra a política genocida do governo do país, protestaram nesta quarta-feira, 17, para acompanhar o debate na Câmara dos Deputados que discute o impeachment do presidente, Mario Abdo Benítez, e de seu vice, Hugo Velázquez. O processo, no entanto, foi rejeitado.

O pedido de impeachment foi arquivado por 36 votos a favor, 42 contra e 2 ausências. Eles são acusados de má gestão da pandemia de Covid-19, que soma 186 mil casos e 3.588 mortes por coronavírus no país.

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Os manifestantes, que já fizeram cair o antigo ministro da Saúde, entraram em confronto na região do Congresso Nacional. Em seguida, um grupo foi para a sede do Partido Colorado, do presidente direitista, e atearam fogo no edifício e iniciaram um incêndio, que já foi controlado.

Chanceler do Paraguai busca de apoio do Brasil

O chanceler do Paraguai, Euclides Acevedo, veio ao Brasil e se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em busca de apoio político para o presidente Mario Abdo Benítez.

O chanceler paraguaio também pediu ajuda com doações de vacinas e medicamentos contra a Covid-19, segundo a jornalista Patrícia Campos Mello, na Folha de S.Paulo. Segundo ela, Acevedo deve ser recebido por Jair Bolsonaro.

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Ainda, o Brasil pode anunciar o início das negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, que determinará as condições de comercialização e preços da energia da usina a partir de 2023.

A jornalista, no entanto, afirmou que, “apesar de ter pedido em janeiro ao Brasil uma doação de 10 mil doses de vacina e de solicitar também medicamentos para atender pacientes em estado grave, o chanceler paraguaio deve sair de mãos vazias”.

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“O Brasil gostaria de ajudar o país vizinho e, de quebra, exercer soft power junto aos aliados de direita no continente. No entanto, o entendimento é que uma doação no momento em que o Brasil registra mais de 2.000 mortes diárias e vacinou apenas 6,3% (primeira dose) seria politicamente insustentável. O Brasil registrou 11,6 milhões de casos de Covid e 282 mil mortos”, afirmou.

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