Paraguai fora, Venezuela dentro

Reunião de cúpula deve selar entrada do país no Mercosul, que só não tinha aderido ainda por falta de aval do Congresso paraguaio

Paraguai fora, Venezuela dentro
Paraguai fora, Venezuela dentro (Foto: Reuters)


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247 – Com Fernando Lugo fora da presidência do Paraguai, Venezuela aumenta suas chances de entrar no Mercosul. Leia na matéria de Diogo Alcântara, do Terra:

A reunião de cúpula do Mercosul em Mendoza (Argentina), marcada para o fim desta semana, deve selar a entrada a Venezuela ao bloco. O país pleiteia um assento pleno e só não tinha aderido ainda porque faltava o aval do Congresso paraguaio. Como é esperada uma suspensão do Paraguai na cúpula de chefes de Estado, marcada para sexta-feira, tecnicamente faltaria apenas uma decisão dos presidentes de Brasil, Argentina e Uruguai.

"É preciso que haja uma manifestação formal, uma vez suspenso o Paraguai, os outros três continuam a atuar", disse uma fonte em condição de anonimato.

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Objetivamente, é preciso ainda que haja uma decisão política a ser tomada em nível presidencial entre os demais membros do Mercosul. O mesmo interlocutor sugere que haja uma pré-disposição por parte de Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e José Mujica nesse sentido.

Para a cúpula, é esperada uma manifestação formal e muito clara de um apoio à democracia tanto na instância do Mercosul quanto da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O Tratado de Ushuaia I estabelece uma cláusula democrática para que um país seja membro da união aduaneira. Em ambos os foros, o Paraguai deverá ser suspenso pelo menos até as próximas eleições, marcadas para abril de 2013.

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O processo de impeachment-relâmpago que derrubou Fernando Lugo na semana passada foi visto como uma ação antidemocrática e fez com que Brasil e Uruguai chamassem seus embaixadores em Assunção para consultas, o que do ponto de vista diplomático significa um gesto de reprovação. Argentina foi mais assertiva e retirou seu embaixador "até que se restabeleça a ordem democrática".

O Paraguai também foi impedido de participar da reunião de Mendoza. O chanceler José Félix Fernández havia confirmado presença e reclamou por não poder ser ouvido pelos demais países. O governo paraguaio não tentou formalizar um contato institucional com o governo brasileiro.

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Reunião do Mercosul

O governo Franco está isolado regionalmente depois que Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Uruguai ou retiraram ou chamaram seus embaixadores em Assunção para consultas. O bloco Mercosul, do qual o Paraguai participa ao lado de Argentina, Brasil e Uruguai, suspendeu a participação de representantes do novo governo paraguaio na cúpula que será realizada na sexta-feira na província argentina de Mendoza por considerar ilegítima a destituição de Lugo.

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O ex-bispo pretendia comparecer à cúpula na Argentina, mas disse que avaliava permanecer no país. "Estou quase decidindo que não viajarei na sexta-feira pelos motivos que estou dizendo, que os presidentes da região se sintam em liberdade... não quero pressionar nem os presidentes, nem os países da região a tomarem decisões", afirmou.

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