Para EUA, missão de Kofi Annan na Síria está morta
País reagiu com críticas severas ao terceiro veto da Rússia e da China a novas sanções sobre o regime de Bashar al Assad; para o governo americano, os dois países se colocaram do "lado errado da história e do povo sírio"
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Filipe Mauro _Opera Mundi - Em uma crítica direta ao veto imposto pela Rússia e pela China à aplicação de mais sanções sobre a Síria, EUA anunciaram que os dois países selaram "a morte anunciada da missão da ONU" e se colocaram do "lado errado da história e do povo sírio".
Em reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta quinta-feira (19/07), Rússia, tradicional aliada do regime de Al Assad, e China recusaram a proposta de uma nova sanção que providenciava ataques do Reino Unido e da França sobre a Síria. Tanto a diplomacia britânica quanto a francesa acusaram as duas nações de buscar apenas mais tempo para que o regime possa "esmagar a oposição".
Susan Rice, embaixadora dos Estados Unidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas classificou como "lamentável e deplorável" essa oposição a uma nova sanção sobre a Síria. Ela afirmou que o veto envia para o mundo a "triste mensagem" de que "dois membros do conselho estão dispostos a defender e proteger Assad até as últimas consequências".
A China também se manifestou por meio do porta-voz de seu Ministério das Relações Exteriores, Hong Lei. O governo de Pequim, pediu "mais uma vez para que as partes do conflito na Síria implementem integralmente os seis pontos da proposta do enviado especial das Nações Unidas, Kofi Annan".
O aumento da violência na capital da Síria leva muitos a especularem que o regime de Bashar al Assad vive seus momentos finais. Ataques dos grupos de oposição armada na capital Damasco já deixaram mortos nesta quarta-feira (18/07) o ministro da Defesa sírio, Dawoud Rajha, o general Hassan Turkmani e o cunhado do presidente, Asset Shawkat. Há suspeitas de que Assad estava ao lado das vítimas no momento das explosões e de que tenha fugido ferido para sua cidade natal, Latakia.
Após o incidente, o jornal britânico The Guardian noticiou, sem apresentar fontes, que a primeira-dama Asma Assad teria ingressado na Rússia acompanhada de seus três filhos. A informação foi negada pelo embaixador da Síria em Moscou, Riyad Haddad, que comunicou à imprensa que Bashar al Assad está ao lado de sua esposa em Damasco. "Essa é uma afirmação absolutamente falsa. A esposa do presidente não veio para Moscou" disse Haddad nesta quinta-feira à agência de notícias Interfax.
Com a morte do ministro da Defesa, a TV estatal da Síria veiculou um vídeo no qual Assad surge ileso empossando Fahad Jassim al-Freij do cargo. As imagens supostamente desmentiriam a hipótese de que ele se feriu com os ataques que mataram parte da cúpula de seu governo.
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