Para colunista do New York Times, bloqueio contra Venezuela não funcionará
O bloqueio decretado contra a Venezuela pelo presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, não renderá o fruto esperado por Washington, assim como ocorreu com a tentativa de derrubar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirma artigo publicado no New York Times
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AVN - A recente ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que formaliza o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a Venezuela, não renderá o fruto esperado por Washington, assim como ocorreu com a tentativa de derrubar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirma artigo publicado no New York Times.
Isso fica claro no artigo de opinião intitulado "Sanções contra a Venezuela não funcionarão", escrito por Michael Shifter e publicado em 8 de agosto no The New York Times, que afirma que o objetivo da nova ordem executiva da Casa Branca é quebrar o apoio das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas ao Presidente Maduro, embora até agora nenhuma das medidas tomadas ao longo de dois anos contra a Venezuela "tenha conseguido persuadir as mais altas fileiras do exército venezuelano".
O artigo afirma que esse bloqueio afetará a população quando os bens do Estado venezuelano forem apreendidos em solo norte-americano e ameaçar com sanções entidades públicas e privadas, assim como indivíduos que fazem negócios com a República.
"O embargo econômico vai piorar a vida dos venezuelanos. Além disso, a história sugere que talvez não funcione. Em vez disso, pode ter consequências devastadoras para o país", diz Shifter.
Bloqueio afeta o diálogo
O colunista também alerta que essas medidas unilaterais e coercitivas de Washington vão prejudicar o processo de diálogo entre o governo bolivariano e setores da oposição, que estava ocorrendo em Barbados e foi suspenso na última quarta-feira pelo chefe de Estado, devido à nova escalada das sanções.
É por isso que, em sua análise, o articulista afirma que "Trump, Bolton e outros altos funcionários dos EUA devem desistir da ideia de fazer tudo sozinhos e se juntar ao consenso que surgiu entre muitos países latino-americanos e europeus para buscar um acordo".
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