Para Cameron, vazamentos de Snowden e a mídia "ajudam inimigos"

"O que Snowden está fazendo e, em certa medida, o que os jornais estão fazendo ao ajudá-lo, é francamente sinalizar a pessoas com intenção de nos fazer mal a evitar a inteligência e a vigilância e outras técnicas", disse o primeiro-ministro britânico; "Isso não vai tornar o nosso mundo mais seguro, vai tornar nosso mundo mais perigoso", acrescentou David Cameron

Britain's Prime Minister David Cameron leaves a news conference during a European Union leaders summit in Brussels October 25, 2013. Cameron pressed European leaders on Friday to scrap red tape that London says is strangling small companies, but won from
Britain's Prime Minister David Cameron leaves a news conference during a European Union leaders summit in Brussels October 25, 2013. Cameron pressed European leaders on Friday to scrap red tape that London says is strangling small companies, but won from (Foto: Gisele Federicce)


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LONDRES, 25 Out (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, acusou nesta sexta-feira o delator norte-americano Edward Snowden e jornais não especificados de auxiliar inimigos da Grã-Bretanha ao ajudá-los a evitar a vigilância dos serviços de segurança.

Em seu mais contundente comentário sobre o assunto até agora, Cameron disse em uma coletiva de imprensa em Bruxelas que as informações secretas vazadas por Snowden tonariam mais difícil para a Grã-Bretanha e outros países manter seus cidadãos a salvo de pessoas que querem "explodir" famílias.

"O que Snowden está fazendo e, em certa medida, o que os jornais estão fazendo ao ajudá-lo a fazer o que ele está fazendo, é francamente sinalizar a pessoas com intenção de nos fazer mal a evitar a inteligência e a vigilância e outras técnicas", disse Cameron a repórteres.

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"Isso não vai tornar o nosso mundo mais seguro, vai tornar nosso mundo mais perigoso. Isso está ajudando nossos inimigos."

Cameron falou após uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, encontro que foi ofuscado pelas denúncias de que os EUA grampearam o telefone celular da chanceler alemã, Angela Merkel.

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O premiê britânico recusou-se a responder perguntas sobre o possível envolvimento da Grã-Bretanha no caso, dizendo apenas que seus serviços de inteligência rotineiramente compartilham informações com outros países europeus e são submetidos a uma supervisão apropriada.

"Há muitas pessoas no mundo que querem nos fazer mal, que querem explodir nossas famílias, que querem mutilar pessoas em nossos países. Isso é fato", afirmou.

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(Reportagem de Andrew Osborn)

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