Papa: Violência em nome de Deus é "doença"

Durante a Missa do Galo, nesta segunda-feira, Papa Bento XVI rezou pela paz na Palestina, Síria, Líbano e Iraque para que os cristãos possam "conservar sua morada" nestes países; na mensagem de Natal lida nesta terça, o Papa disse que as pessoas nunca deveriam perder a esperança pela paz, mesmo em lugares devastados por conflitos

Papa: Violência em nome de Deus é "doença"
Papa: Violência em nome de Deus é "doença" (Foto: ALESSANDRO BIANCHI)


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247 - O Papa Bento XVI rezou, durante a celebração da Missa do Galo, nesta segunda-feira, pela paz na Palestina, Síria, Líbano e Iraque a fim de que os cristãos possam "conservar sua morada" nestes países. Em seguida, o pontífice afirmou que qualquer violência em nome de Deus é "doença" da religião.

Ao falar sobre o monoteísmo, o Papa alertou que é preciso "estarmos atentos contra a distorção do sagrado". "É certo que o monoteísmo serviu durante a história como pretexto para a intolerância e a violência. É verdade que uma religião pode se desviar e chegar a se opor à natureza mais profunda quando o homem pensa que deve tomar em suas mãos a causa de Deus, fazendo de Deus sua propriedade privada", acrescentou o líder.

Ele negou, no entanto, que o "não" a Deus seria uma forma de reestabelecer a paz, "mesmo que seja incontestável um certo uso indevido da religião na história". A cerimônia durou mais de duas horas e foi celebrada na Basílica de São Pedro, como ocorre tradicionalmente.

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Mensagem de Natal

O papa Bento usou sua mensagem de Natal ao mundo nesta terça-feira para dizer que as pessoas nunca deveriam perder a esperança pela paz, mesmo em lugares devastados por conflitos como a Síria e a Nigéria, onde ele citou o "terrorismo" contra cristãos. Marcando a oitava temporada natalina de seu pontificado, o papa de 85 anos leu sua mensagem "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo) a dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro e a outros milhões que o assistiam em todo o mundo.

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Fazendo saudações de Natal em 65 idiomas, Bento 16 usou a analogia bíblica da "boa terra" para destacar sua visão de que a esperança representada pelo Natal nunca deve morrer, mesmo nas situações mais difíceis. "Essa boa terra existe, e hoje também, em 2012, pois dessa terra a verdade surgiu! Consequentemente, há esperança no mundo, uma esperança na qual podemos confiar, mesmo nas épocas mais difíceis e nas situações mais difíceis", ele disse.

Em sua turnê virtual por alguns dos lugares mais problemáticos do mundo, ele reservou as palavras mais duras para a Síria, a Nigéria e o Mali. "Sim, que a paz possa aparecer para o povo da Síria, profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa nem mesmo os indefesos e faz vítimas inocentes", disse.

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"Mais uma vez, eu apelo para o fim do derramamento de sangue, para um acesso mais fácil para a ajuda aos refugiados e desalojados, e pelo diálogo na busca de uma solução política para o conflito."

O líder dos 1,2 bilhão de católicos romanos do mundo também condenou conflitos no Mali e na Nigéria, dois países onde grupos islamistas lançaram campanhas violentas. "Que o nascimento de Cristo possa favorecer o retorno da paz no Mali e a concórdia à Nigéria, onde atos de terrorismo selvagem continuam a fazer vítimas, principalmente entre os cristãos", disse.

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