Papa se reúne com esposas de membros do Batalhão Azov
Milícia nazista é acusada pela Rússia de cometer atrocidades na Ucrânia
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247, com ANSA - O papa Francisco se reuniu nesta quarta-feira, 11, no Vaticano, com as esposas de dois combatentes do Batalhão Azov, milícia nazista acusada pela Rússia de cometer atrocidades na Ucrânia.
Os russos também acusam Azov de ter mantido civis como escudo humano na siderúrgica de Azovstal, em Mariupol. A prática é considerada terrorista por Moscou.
Kateryna Prokopenko, esposa do comandante Denys Prokopenko, e Yulya Fedosiuk, mulher de Arseniy Fedosiuk, haviam enviado uma carta ao pontífice e receberam um convite para se encontrar com o líder católico após a audiência geral desta quarta.
Outras duas mulheres também deveriam ter participado do encontro, mas não conseguiram chegar a tempo em Roma. "Foi um momento histórico. Esperamos que isso possa ajudar a salvar nossos maridos e os soldados que estão na Azovstal", declarou Kateryna.
Segundo ela, Francisco prometeu que "fará o possível" para garantir a evacuação dos combatentes entrincheirados na siderúrgica. "Pedimos para ele visitar a Ucrânia e falar com Putin para que vá embora. Sobre isso, ele não respondeu, mas disse que rezará por nós", acrescentou.
Kateryna e Yulya também contaram que os soldados remanescentes na Azovstal "não têm comida, água, remédios nem tratamentos médicos". "É uma situação terrível. Até a água dos encanamentos da siderúrgica está acabando. Não podemos ficar só olhando essas notícias terríveis. A cada dia, morrem um ou dois soldados feridos", reforçaram.
Ao longo dos oito anos do conflito em Donbass, membros do Batalhão Azov – cujas ideias são semelhantes às dos ucranianos que colaboraram com os nazistas na Segunda Guerra Mundial, têm sido acusados de crimes de guerra na região, incluindo sequestro, tortura e pilhagem indiscriminada. Alguns dos combatentes usam insígnias que são muito semelhantes aos emblemas nazistas.
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