Papa: evitar gravidez é 'mal menor' contra Zika
Papa Francisco considera o uso de anticoncepcionais para evitar a gravidez como sendo um "mal menor" em razão do risco oferecido pelo Zika vírus às mulheres grávidas; ele deixou a porta aberta para o uso de contraceptivos ao lembrar que o papa "Paulo VI em uma situação difícil na África (o conflito no Congo belga) permitiu que as freiras usassem anticoncepcionais para casos nos quais foram violentadas"; já o aborto, para o papa, "não é um mal menor: é um crime"
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247 - O papa Francisco não descarta a possibilidade do uso de anticoncepcionais como sendo um "mal menor" em razão do risco oferecido pelo Zika vírus às mulheres grávidas. Segundo ele, "o aborto não é um mal menor: é um crime. É eliminar um para salvar o outro. É o que faz a máfia", afirmou durante o retorno para Roma da viagem que fez ao México.
O pontífice deixou aporta aberta para o uso de contraceptivos ao lembrar que o papa "Paulo VI em uma situação difícil na África (o conflito no Congo belga) permitiu que as freiras usassem anticoncepcionais para casos nos quais foram violentadas", justificou.
Para Francisco, contudo, "o aborto não é um problema teológico: é um problema humano, é um problema médico. Se assassina uma pessoa para salvar outra, no melhor dos casos, vai contra o juramento hipocrático que os médicos devem fazer", observou.
O papa também pediu que os médicos "façam de tudo para encontrar as vacinas contra estes mosquitos que transmitem esta doença".
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se posicionou, no início de fevereiro, de forma a interrupção da gravidez em casos de microcefalia decorrentes do Zika vírus.
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