Papa: é preciso sentir vergonha com escândalos na Igreja

"Tantos escândalos que não quero mencionar individualmente, mas que todos sabemos quais são. Escândalos [pelos quais] alguns tiveram de pagar caro. E isso está bem! Deve ser assim... a vergonha da Igreja", declarou o pontífice, durante a homilia na tradicional missa matutina que celebra na Casa de Santa Marta, no Vaticano

Pope Francis delivers a speech during  the Angelus prayer from the window of the Apostolic palace in Saint Peter's Square at the Vatican January 12, 2014. Pope Francis said on Sunday he will next month elevate 19 prelates to the rank of cardinal, his firs
Pope Francis delivers a speech during the Angelus prayer from the window of the Apostolic palace in Saint Peter's Square at the Vatican January 12, 2014. Pope Francis said on Sunday he will next month elevate 19 prelates to the rank of cardinal, his firs (Foto: Gisele Federicce)


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Da Agência Brasil *

Brasília - O papa Francisco disse hoje (16) que é preciso envergonhar-se com os vários escândalos que abalaram a Igreja Católica. Ele falou durante a homilia na tradicional missa matutina que celebra na Casa de Santa Marta, no Vaticano, onde reside.

"Mas, tivemos vergonha? Tantos escândalos que não quero mencionar individualmente, mas que todos sabemos quais são. Escândalos [pelos quais] alguns tiveram de pagar caro. E isso está bem! Deve ser assim... a vergonha da Igreja", acrescentou, de acordo com a Rádio Vaticano. "Mas, temos vergonha desses escândalos, dessas derrotas de sacerdotes, bispos e laicos?", insistiu.

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O papa considerou que os responsáveis envolvidos nos escândalos "não tinham uma relação com Deus. Tinham uma posição na Igreja, uma posição de poder e também de comodidade, mas não a palavra de Deus".

Na terça-feira (14), o papa também denunciou, durante a homilia na Casa de Santa Marta, a "figura do cristão corrupto", ao falar de laicos, sacerdotes e bispos que se aproveitam da situação e dos privilégios.

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O representante do Vaticano na ONU em Genebra, Silvano Tomasi, apresentou hoje à Comissão das Nações Unidas para os Direitos da Criança a resposta da Igreja aos abusos sexuais de menores por padres e outros funcionário. Ele disse que não existe "desculpa possível" para esses casos.

Tomasi acrescentou que o Vaticano formulou "diretivas" na matéria para facilitar o trabalho das igrejas locais, que desenvolveram também recomendações para evitar abusos, disse ele, citando a Carta para a Proteção das Crianças e Jovens, adotada pela Igreja Católica norte-americana em 2005.

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A comissão da ONU dedica a sessão de hoje à avaliação do cumprimento pelo Vaticano dos compromissos assumidos com a ratificação da Convenção dos Direitos da Criança, em 1990, e os respectivos protocolos em 2000.

*Com informações da Agência Lusa

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