Pandemia de coronavírus revela que política externa de Bolsonaro está na contramão da tendência mundial

A pandemia de coronavírus colocou na ordem do dia o multilateralismo e a cooperação internacional como caminho para enfrentar este atual flagelo da humanidade : "Ninguém vencerá a pandemia sozinho", escreve o jornalista Jamil Chade, especialista em cobertura da diplomacia mundial. Mas a política externa de Bolsonaro e Ernesto Araújo está no sentido contrário

Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo
Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo (Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil)


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247 - "Ao longo das últimas semanas, proliferaram apelos de líderes esclarecidos, cientistas e de pesquisadores para que o mundo coordene suas ações e que, acima de tudo, protocolos recomendados pela OMS sejam respeitados”, escreve Jamil Chade em sua coluna. 

O jornalista, que acompanha as atividades da Organização das Nações Unidas em Genebra, Suíça, diz que o consenso observado nos bastidores da diplomacia é que "a pandemia reafirma o multilateralismo como única saída diante de um inimigo comum". 

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Mas, a posição brasileira sob o governo de extrema-direita de Bolsonaro "faz parte de uma linha de pensamento de reduzir o papel das entidades internacionais, colocando-as simplesmente como um fórum de debates, e não de orientação ou de estabelecimento de padrões para a comunidade internacional".

Essa tradição multilateralista "foi amplamente revista desde a chegada de Araújo no comando do Itamaraty e a influência olavista", assinala Jamil Chade

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