Panamá faz audiência de validação de acordo entre MP e Odebrecht
Audiência de validação do acordo entre o Ministério Público (MP) do Panamá e a Odebrecht começou hoje (9) em uma sala da Suprema Corte do país, enquanto dezenas de pessoas protestam na porta da sede judicial contra a corrupção e a impunidade; propósito da diligência é validar os termos do acordo alcançado em julho entre o Ministério Público panamenho e a Odebrecht, o que inclui o pagamento de até US$ 220 milhões em um prazo de 12 anos, sendo que US$ 100 milhões correspondem especificamente ao uso do sistema financeiro do país
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Agência Brasil - A audiência de validação do acordo entre o Ministério Público (MP) do Panamá e a Odebrecht começou hoje (9) em uma sala da Suprema Corte do país, enquanto dezenas de pessoas protestam na porta da sede judicial contra a corrupção e a impunidade. A informação é da EFE.
O juiz do 12º Circuito Penal do Panamá, Óscar Carrasquilla, iniciou pela manhã a diligência, na qual devem falar três pessoas acusadas de corrupção, incluindo Andre Rabello, que era representante da Odebrecht no Panamá. Cerca de 40 minutos depois do início da audiência, jornalistas e representantes da sociedade civil foram tirados temporiamente da sala, atendendo a um pedido da defesa.
O magistrado Carrasquilla confirmou que os três acusados por lavagem de dinheiro prestarão depoimento desde São Paulo sem mostrar o rosto.
Pagamento
O propósito da diligência é validar os termos do acordo alcançado em julho entre o Ministério Público panamenho e a Odebrecht, o que inclui o pagamento de até US$ 220 milhões em um prazo de 12 anos, sendo que US$ 100 milhões correspondem especificamente ao uso do sistema financeiro do país.
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O acordo estabelece, além disso, que a construtora forneça às autoridades do Panamá todas as informações sobre qualquer um de seus funcionários, dirigentes ou terceirizados contratados com ligação com o país centro-americano.
Presidente admite que recebeu fundos
Em outro desdobramento do caso Odebrecht, o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, reconheceu nesta quinta-feira que sua campanha pela vice-presidência do país, em 2009, recebeu fundos da Odebrecht através de uma terceira pessoa, e voltou a ressaltar que as doações políticas "não são subornos" nem constituem um crime.
"Na minha campanha de vice-presidente eu recebi ajudas dessa pessoa que foram reportadas ao Tribunal Eleitoral", declarou hoje Varela, em referência a declarações do ex-cônsul do Panamá na Coreia do Sul, Jaime Lasso, que afirmou perante a procuradoria anticorrupção que o governante Partido Panameñista recebeu, na campanha de 2009, US$ 700 mil da Odebrecht.
As afirmações do presidente do Panamá foram divulgadas horas depois do início da audiência judicial de validação de um acordo assinado entre Odebrecht e a procuradoria panamenha, o qual inclui o pagamento de uma multa milionária e a revelação de dados sobre as irregularidades cometidas pela construtora brasileira no país.
Os US$ 700 mil teriam sido entregue por André Rabello, o representante de Odebrecht no Panamá, a uma fundação de Lasso por meio de vários depósitos, disse o ex-cônsul, acrescentando que os fundos "foram reportados para a candidatura do vice-presidente de 2009", segundo publicou no último dia 30 de outubro o jornal "La Prensa".
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