Palestinos abandonam voo a pedido de israelenses
Autoridades palestinas exigiram nesta quarta-feira, 6, uma reação do governo da Grécia após dois passageiros, um árabe-israelense e um palestino, abandonarem um voo da companhia aérea grega Aegean a pedido de judeus israelenses que estavam a bordo; incidente ocorreu em voo de Atenas em direção a Tel Aviv; passageiros alegaram "preocupação com a segurança" do voo e pediram que os dois passageiros fossem expulsos da aeronave
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Do Opera Mundi - Autoridades palestinas exigiram, nesta quarta-feira (06/01), uma reação do governo da Grécia após dois passageiros, um árabe-israelense e um palestino, abandonarem um voo da companhia aérea grega Aegean a pedido de judeus israelenses que estavam a bordo.
Segundo relatos da imprensa israelense e a própria companhia, o incidente ocorreu em um voo que partia de Atenas em direção a Tel Aviv no domingo (03/01) à noite. Alguns passageiros alegaram "preocupação com a segurança" do voo e pediram que os dois passageiros, um árabe com cidadania israelense e um palestino com visto de residência em Israel, fossem expulsos da aeronave.
Os documentos de ambos foram checados novamente por agentes de segurança gregos e não foram encontradas irregularidades. O protesto entre os passageiros judeus israelenses, contudo, escalou, e entre 60 a 70 pessoas se recusaram a tomar seus lugares enquanto os dois não fossem retirados do avião.
"O piloto declarou que quem não se sentisse seguro poderia desembarcar, mas não seria recompensado. Nesta altura, porém, os dois homens estava arrasados e decidiram eles mesmos abandonar o avião", declarou uma porta-voz da companhia aérea. A empresa diz ter pago a estadia dos dois passageiros por mais uma noite em Atenas e tê-los recompensado pelo incidente, mas não especificou tal compensação. Eles embarcaram em outro voo para Israel na segunda-feira.
Segundo o jornal Times of Israel, muitos árabes-israelenses se autoidentificam como palestinos. O secretário-geral da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Saeb Erakat, se referiu aos dois homens como palestinos ao cobrar uma ação do governo da Grécia sobre o episódio.
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