Palestina que desafiou soldados israelenses aos 13 anos em 2012 é presa

A Ahed Tamimi, hoje com 17 anos, foi presa na última terça-feira (19/12) pelas forças israelenses sem motivo aparente. Em 2012, aos 13 anos, ela ficou famosa quando apareceu desafiando, de punho em riste, um soldado de Israel;  no dia anterior, no entanto, um vídeo de Tamimi no qual ela aparece brigando com dois soldados israelenses, exigindo que eles saíssem da vila de Nabi Saleh, viralizou na internet

A Ahed Tamimi, hoje com 17 anos, foi presa na última terça-feira (19/12) pelas forças israelenses sem motivo aparente. Em 2012, aos 13 anos, ela ficou famosa quando apareceu desafiando, de punho em riste, um soldado de Israel;  no dia anterior, no entanto, um vídeo de Tamimi no qual ela aparece brigando com dois soldados israelenses, exigindo que eles saíssem da vila de Nabi Saleh, viralizou na internet
A Ahed Tamimi, hoje com 17 anos, foi presa na última terça-feira (19/12) pelas forças israelenses sem motivo aparente. Em 2012, aos 13 anos, ela ficou famosa quando apareceu desafiando, de punho em riste, um soldado de Israel;  no dia anterior, no entanto, um vídeo de Tamimi no qual ela aparece brigando com dois soldados israelenses, exigindo que eles saíssem da vila de Nabi Saleh, viralizou na internet (Foto: Charles Nisz)


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Opera Mundi - A jovem palestina Ahed Tamimi, hoje com 17 anos, foi presa na última terça-feira (19/12) pelas forças israelenses sem motivo aparente. Em 2012, aos 13 anos,  ela ficou famosa quando apareceu desafiando, de punho em riste, um soldado de Israel.

Segundo a rede Al Jazeera, que conversou com o pai de Tamimi, Bassem – ele próprio um ativista de direitos humanos da região – soldados das Forças Armadas de Israel bateram às 3h da casa da família, entraram na residência e a detiveram, sem apresentar as razões.

No dia anterior, no entanto, um vídeo de Tamimi em que ela brigando com dois soldados israelenses, exigindo que eles saíssem da vila de Nabi Saleh, viralizou na internet. Os militares estavam na região reprimindo palestinos que protestavam contra a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que reconheceu Jersualém como capital de Israel.

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Segundo o exército israelense, a família de Tamimi teria permitido que um grupo de palestinos usasse a casa dela para atirar pedras nos soldados. Bassem disse à Jazeera, no entanto, que a versão de Israel não conta toda a história – e que o vídeo passou a ser registrado após os militares atirarem bombas de gás lacrimogêneo diretamente contra a residência. A mãe de Tamimi, Nariman, foi presa na tarde do mesmo dia, quando foi visitar a filha na prisão.

Punho em riste
Em 2012, uma imagem de Tamimi correu o mundo. No meio de uma estrada deserta, cercada de paisagem árida, ela, com a insígnia da paz estampada no peito, enfrentou dezenas de soldados, protegidos com capacetes e metralhadoras. O contraste da imagem chocou, mas nem as armas em punho foram capazes de amedrontar a então criança, que continuou a gritar e empurrar os oficiais em busca de respostas. A única resposta recebida foram balas de borracha.

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“Eu lembro que o pior período da nossa vida foi quando prenderam o meu pai pela primeira vez. As autoridades israelenses não nos deram autorização para visitá-lo”, contou ela então a Opera Mundi. Detido por oficiais israelenses por seu papel de liderança nos protestos pacíficos, Bassem teve de enfrentar a corte militar de Israel por 13 vezes e chegou a passar mais de três anos no cárcere, sem nenhum julgamento.

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