Palestina denuncia à ONU aumento das agressões israelenses

O governo palestino denunciou à ONU o aumento dos ataques do exército israelense e de colonos contra os habitantes da Cisjordânia ocupada

Uma guerra sem fim
Uma guerra sem fim (Foto: Telesul)


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247 - O governo palestino denunciou à ONU o aumento dos ataques do exército israelense e de colonos contra os habitantes da Cisjordânia ocupada, informou na quinta-feira (30) a agência oficial de notícias Wafa.

A mídia citou trechos de uma carta enviada pelo representante permanente palestino, Riyad Mansour, ao organismo internacional condenando “a violência e o terrorismo” cometidos contra seu povo. 

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Na carta enviada ao Secretário-Geral da ONU e aos presidentes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral, Mansour destacou que só na aldeia de Burqua, 125 palestinos foram feridos pela repressão perpetrada pelas forças de Tel Aviv em 23 de fevereiro Dezembro.

Ele também denunciou a recente morte de uma mulher de 63 anos, atropelada por um colono judeu.

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Também condenou as detenções arbitrárias, a expulsão de famílias e a demolição de casas tanto na Cisjordânia como em Jerusalém Oriental, com o objetivo de mudar sua demografia, o que advertiu que viola os padrões internacionais. 

Nesse sentido, frisou que há três dias as tropas do estado vizinho demoliram uma casa naquela parte da cidade, ocupada desde 1967. 

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Ele lembrou que mais de 4.500 palestinos estão presos em prisões israelenses, onde “são submetidos a abusos psicológicos e físicos”. 

Há dois dias, o Ministro de Segurança Pública israelense, Omer Barlev, revelou que recebeu proteção ininterrupta após ameaças de morte de setores de extrema direita e colonos após criticar a violência destes contra os palestinos. 

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“A partir desta manhã, estou sob vigilância 24 horas por dia, 7 dias por semana (…) Não sou ameaçado por criminosos árabes, sou ameaçado por judeus israelenses”, escreveu ele no Twitter.

Barlev condenou a violência de colonos nas áreas ocupadas na semana passada durante uma reunião com a subsecretária de Estado para Assuntos Políticos dos EUA, Victoria Nuland.

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Em resposta, setores de direita no poder e na oposição, liderados pelo Likud, atacaram o oficial.

O próprio primeiro-ministro Naftali Bennett saiu em defesa dos colonos ao descrever seus ataques aos palestinos como um fenômeno marginal, que por sua vez foi duramente questionado pela esquerda, pelos árabes israelenses e por várias organizações de direitos humanos.

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