Palestina condena decisão israelense de construir 4.000 unidades de assentamento na Cisjordânia

A medida visa "aumentar a construção de assentamentos às custas do Estado ocupado da Palestina", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Palestina

Uma guerra sem fim
Uma guerra sem fim (Foto: Reprodução)


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(Xinhua) -- A Palestina condenou na sexta-feira a aprovação do ministro da Defesa israelense, Benny Gantz, da construção de 4.000 unidades habitacionais nos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

A medida visa "aumentar a construção de assentamentos às custas do Estado ocupado da Palestina", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Palestina em comunicado à imprensa.

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Os assentamentos israelenses são "uma violação do direito internacional e das Convenções de Genebra", afirmou, denunciando a medida como "uma séria ameaça às chances de alcançar a paz e resolver o conflito de acordo com o princípio da solução de dois Estados".

Na sexta-feira, o órgão governamental israelense que opera na Cisjordânia afirmou em um comunicado que a Administração Civil de Israel avançaria quase 4.000 unidades habitacionais em assentamentos judeus na Cisjordânia na próxima semana.

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Em resposta, o primeiro-ministro palestino, Mohammed Ishtaye, alertou sobre as graves consequências que resultariam da aprovação de novos assentamentos pelo governo israelense.

Ishtaye também condenou a decisão israelense de demolir 12 pequenas aldeias na região de Masafer Yatta, ao sul do distrito de Hebron, na Cisjordânia.

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"Esses planos constituem uma ameaça à segurança e à paz na região, que está em estado de tensão devido às políticas de perseguição, racismo e limpeza étnica aplicadas pelo governo de ocupação contra o povo palestino", afirmou.

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