“Países poderosos não precisam se converter em hegemônicos”, diz professor da Escola do PCCh
O professor Zhao Lei, da Escola do Partido do Comitê Central do PCCh, contestou a mentalidade estadunidense de buscar apenas ampliar a dominação sobre outros países
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Leonardo Sobreira, de Pequim (247) - O Partido Comunista da China (PCCh) jamais cairá na “armadilha do hegemonismo” e está determinado a combater o unilateralismo nas relações internacionais, afirmou Zhao Lei, vice-presidente e professor do Instituto de Estratégia Internacional da Escola do Partido do Comitê Central do PCCh.
Na semana passada, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, admitiu que Washington busca “moldar o que o mundo será daqui em diante”, frente ao que chamou de “competição” no período “pós-Guerra Fria”. Em particular, ele apontou para o apoio ocidental à Ucrânia, a fim de impôr uma “derrota estratégica” à Rússia, e as alianças multilaterais contra a China.
O professor contestou a mentalidade estadunidense, afirmando que a China não busca tornar-se o player dominante no plano internacional, impondo seus interesses a todos os países. “A China segue impulsionando a construção da comunidade de futuro compartilhado, enquanto os Estados Unidos buscam apenas a estabilidade de sua hegemonia”, disse Zhao, em uma coletiva de imprensa no campus da Escola, em Pequim. “Os países poderosos não necessariamente têm que se converter em países hegemônicos”.
“Os Estados Unidos fazem de tudo para gerar alianças dentro de seu bloqueio, e a China busca cooperação”, acrescentou ele, sem citar diretamente o bloqueio imposto pelos EUA ao fornecimento de chips e semicondutores a empresas chinesas.
Esse espírito também foi refletido no informe apresentado pelo secretário-geral do PCCh, Xi Jinping, diante do XX Congresso Nacional. Segundo Xi, uma "exigência essencial" da modernização chinesa é aumentar a estruturação de uma "comunidade de destino da humanidade" e criar "novas formas de civilização humana", opondo-se ao "hegemonismo, autoritarismo e bullying no uso intimidante da força contra os fracos".
Nesse contexto, Zhao afirmou que a China se dedicará nos próximos anos a explorar a criação de novos mecanismos de cooperação. Entre as necessidades está a de uma plataforma para países ao longo da Nova Rota da Seda, indicou o professor.
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