Países europeus expulsam diplomatas sírios

Em protesto ao massacre de Houla, França, Espanha, Alemanha, Itália e Reino Unido, além da Austrália, anunciaram a expulsão da embaixada do país em seus territórios; eles culpam o governo de Bashar Al Assad pelas 108 mortes do fim de semana

Países europeus expulsam diplomatas sírios
Países europeus expulsam diplomatas sírios (Foto: Reuters)


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João Novaes _Opera Mundi – O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta terça-feira 29 a expulsão da embaixadora da Síria na França e também convocou uma reunião do grupo de negociações "Amigos da Síria" para discutir o massacre do fim de semana passado ocorrido na cidade de Houla, onde morreram 108 pessoas, das quais 49 eram crianças.

Pouco depois, o governo alemão expulsou o embaixador sírio em Berlim, Radwan Lufti, também em protesto pelas mortes. Em fevereiro, a Alemanha já havia expulsado quatro funcionários da embaixada síria suspeitos de terem espionado militantes da oposição no exílio.

Em seguida, a Espanha expulsou Hussam Edin Aala, representante sírio em Madri; a Itália fez o mesmo, expulsando Hassan Jadour; e Ghassan Gadanha também terá de deixar Londres. Outros países europeus devem repetir a medida ainda nesta terça-feira.

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"Falamos nos últimos dias em aumentar a pressão sobre o regime de Bashar al Assad e levar a mensagem que a comunidade internacional está horrorizada pela violência e comportamento do regime e pelo assassinato de tanta gente inocente, inclusive o terrível massacre de Houla", disse o chanceler britânico William Hague a emissoras de televisão.

A decisão francesa será notificada à embaixadora nas próximas horas, detalhou Hollande em entrevista coletiva após ter recebido no Palácio do Eliseu o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi.

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Hollande também anunciou que, no início de julho, acontecerá uma reunião do Grupo de Amigos da Síria, que é formada por parte da comunidade internacional que apóia a oposição ao regime de Bashar al Assad.

O presidente francês se reuniu na segunda-feira, com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para tratar do assunto. Os dois decidiram aumentar a pressão sobre Damasco.

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"A loucura mortífera do regime de Damasco representa uma ameaça para a segurança regional e seus responsáveis deverão responder por seus atos", indicaram os dois líderes, segundo uma nota publicada pela presidência francesa.

Hollande receberá no próximo sábado no Eliseu o presidente russo, Vladimir Putin, principal aliado de Assad na comunidade internacional.

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Em entrevista ao jornal Le Monde, o ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarou que a França tentará "endurecer as sanções" contra Damasco no Conselho de Segurança da ONU, onde até agora se chocaram com o veto russo.

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A Austrália foi o primeiro país a responder ao massacre, expulsando dois diplomatas sírios do país. "Esta é a forma mais efetiva que temos de enviar uma mensagem de condenação ao governo da Síria", disse o ministro das Relações Exteriores da Austrália, Bob Carr, segundo a rádio local ABC.

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