Países do Mercosul repudiam violência na Venezuela

Segundo o comunicado dos países do Mercosul, os atos de hoje constituem um ataque do Executivo a outro Poder do Estado, “inadmissível no marco da institucionalidade democrática”; nesta quarta (050, um grupo simpatizantes do governo venezuelano entrou à força no prédio da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, e provocou ferimentos em alguns deputados e funcionários

Manifestantes e polícia se enfrentam durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela
Manifestantes e polícia se enfrentam durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela (Foto: Charles Nisz)


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Da Agência Brasil

Os atos de violência ocorridos nesta quarta-feira (5) na Venezuela foram repudiados pelos países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), em comunicado divulgado na noite de hoje. Mais cedo, um grupo de simpatizantes do governo venezuelano entrou à força no prédio da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, e provocou ferimentos em alguns deputados e funcionários.

Segundo o comunicado dos países, os atos de hoje constituem um ataque do Executivo a outro Poder do Estado, “inadmissível no marco da institucionalidade democrática”.

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A Venezuela também integra o Mercosul, mas completou seu processo de adesão em 2012, mais de 20 anos depois da fundação do bloco. Em abril, o Mercosul iniciou o processo de aplicação da Cláusula Democrática à Venezuela, que pode resultar na expulsão do país do bloco regional.

“Instamos o governo da Venezuela a pôr fim imediatamente a todo discurso e ações que incentivem uma maior polarização, com o consequente crescimento da violência, e a garantir o respeito aos direitos humanos, à separação dos poderes e à vigência do Estado de Direito”, diz a nota divulgada na noite de hoje. Os países fundadores do Mercosul também se colocam à disposição para apoiar e acompanhar o povo da Venezuela na saída da grave crise política, social e humanitária que o país enfrenta e no caminho à restauração plena das instituições democráticas e à paz social.

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