Países da Europa expulsam mais de 280 diplomatas russos por razões de 'segurança nacional'

O ministro de Relações Exteriores da União Europeia, Josep Borrell, decidiu declarar vários membros da representação da Rússia junto à UE como persona non grata

Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, na Bélgica 06/03/2019
Bandeiras da União Europeia na sede da Comissão Europeia em Bruxelas, na Bélgica 06/03/2019 (Foto: REUTERS/Yves Herman)


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RFI - Depois que a Rússia foi acusada por crimes de guerra na Ucrânia, diversos países europeus decidiram expulsar mais de uma centena de diplomatas russos de seus territórios. Os oficiais são acusados de colocarem em risco a “segurança nacional” desses países e a segurança dos refugiados.

O movimento começou na segunda-feira (4), quando o mundo ainda reagia em choque às imagens de corpos de civis espalhados pela cidade de Bucha após a retirada do exército russo, e continuou nesta terça-feira (5).

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Em resposta “às atrocidades cometidas pelas forças armadas russas na Ucrânia”, a Lituânia anunciou a expulsão do embaixador russo. Na sequência, França, Alemanha, Itália, Espanha, Dinamarca, Suécia e Eslovênia também decidiram pela expulsão. No total, cerca de 180 oficiais da embaixada russa foram expulsos.

O número se soma a uma centena de diplomatas expulsos por suspeita de espionagem desde o início da invasão russa, no final de fevereiro.

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Nesta terça, o ministro de Relações Exteriores da União Europeia, Josep Borrell, decidiu declarar vários membros da representação da Rússia junto à UE como persona non grata devido a "atividades contrárias" à condição de diplomatas. Borell, contudo, não especificou o número de funcionários russos afetados pela medida.

Moscou criticou a decisão europeia e denunciou uma "falta de visão" da parte dos europeus.

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Espionagem, desinformação e risco para refugiados

As expulsões não afetam a presença da representação russa nesses países, mas marcam uma mudança nas relações com o governo Putin.

Paris, por exemplo, expulsou 35 oficiais da embaixada russa, de um corpo diplomático composto por quase 200 pessoas. "A França decidiu pela expulsão de vários oficiais russos que tinham status diplomático, mas cujas atividades são contrárias a nossos interesses de segurança", afirmou a porta-voz do ministério de Relações Exteriores, Anne-Claire Legendre.

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A mesma justificativa foi usada pelos governos da Itália e da Espanha, que evitaram o uso da palavra espionagem, termo que havia sido adotado em março quando a Bélgica anunciou a expulsão de 21 russos por suspeita de estarem em "operações de espionagem e influência que ameaçam a segurança nacional". Na época, Polônia também afastaram parte do pessoal da embaixada russa em seus países.

A presença de agentes de espionagem entre o corpo diplomático russo é algo conhecido entre os países da Europa. Há alguns anos, um relatório secreto do governo da Suíça estimava que um em cada quatro diplomatas russos em seu território seria espião, como relata o jornal Le Temps.

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Desde o início da invasão russa à Ucrânia, as embaixadas russas têm sido fonte de outra ameaça: a desinformação. Diplomatas e mesmo canais oficiais têm sido usados para contestar as informações sobre a guerra publicadas na imprensa e atacar os países europeus e os Estados Unidos.

A conta do Twitter da embaixada russa na França já mantém seu endereço no Telegram em destaque “em caso de bloqueio” feito pelas redes sociais.

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Durante o anúncio de expulsão dos diplomatas, a ministra alemã de Relações Exteriores, Annalena Barlock, afirmou que o grupo representava também uma "ameaça para aqueles que buscam proteção entre nós", disse.

Desde fevereiro, mais de 4 milhões de ucranianos deixaram seu país. A maioria está refugiada em países da Europa.

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