Países árabes estão unidos na condenação à decisão dos EUA sobre Golã

Líderes árabes passaram por cima de longas rivalidades regionais neste domingo (31/3) para condenar uma iniciativa dos Estados Unidos de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas Sírias de Golã e afirmaram que a estabilidade no Oriente Médio depende da criação de um Estado palestino

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Países árabes estão unidos na condenação à decisão dos EUA sobre Golã


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Reuters - Líderes árabes passaram por cima de longas rivalidades regionais neste domingo (31/3) para condenar uma iniciativa dos Estados Unidos de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas Sírias de Golã e afirmaram que a estabilidade no Oriente Médio depende da criação de um Estado palestino.

Líderes árabes, que participam de uma reunião na capital da Tunísia, têm lutado entre si, com divisões regionais sobre a influência do Irã no Oriente Médio, uma disputa no Golfo Árabe/Pérsico, pressão internacional sobre a guerra no Iêmen e conflitos na Argélia e Sudão.

Mas eles encontraram uma razão para se unir contra a decisão do presidente Donald Trump de assinar uma proclamação na semana passada reconhecendo as Colinas de Golã como parte de Israel, que anexou a área em 1981 após capturá-la da Síria em 1967.

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Isso acompanha uma medida norte-americana de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, uma decisão que também provocou a condenação árabe. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado na Cisjordânia e em Gaza.

O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz, disse a monarcas árabes, presidentes e primeiros-ministros no início da cúpula que seu país "rejeita totalmente" quaisquer medidas que afetem a soberania da Síria sobre as Colinas de Golã.

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Suas declarações ecoaram as de altas autoridades árabes antes da cúpula deste domingo da Liga Árabe, que geralmente termina com uma declaração final acordada pelos 22 países membros.

O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, disse que os líderes árabes também precisam garantir que a comunidade internacional entenda a importância da causa palestina para as nações árabes.

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A estabilidade regional e internacional deve vir através de "um acordo justo e abrangente que inclua os direitos do povo palestino e leve ao estabelecimento de um Estado palestino tendo Jerusalém como sua capital", disse Essebsi.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que discursou na reunião em Túnis, disse que qualquer resolução para o conflito sírio deve garantir a integridade territorial da Síria "incluindo as colinas ocupadas de Golã".

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