Países árabes enviam lista de demandas duras ao Catar, que resiste em meio à crise diplomática
Em meio à uma crise diplomática sem precedentes, países árabes exigem que o Catar feche uma das emissoras mais populares do mundo, a Al Jazeera; diante de acusações de patrocinar o terrorismo na região, o Catar mantém postura firme e desafia os demais países da região.
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De acordo com a Associated Press, a lista, redigida por quatro países – Arábia Saudita, Egito, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, - contém 13 demandas duras. No início da semana, o secretário de estado Americano, Rex Tillerson, exigiu que os países vizinhos enviassem uma lista com demandas ¨razoáveis e práticas.¨
Entre as demandas está o pedido de que a emissora estatal Al Jazeera seja fechada. O canal, também transmitido em inglês, é um dos mais assistidos no mundo.
Os países do Golfo acusam a emissora de servir como plataforma para movimentos Islâmicos fundamentalistas, acusações negadas pela emissora.
Em entrevista à BBC, o jornalista Jamal Al Shayyal declarou: ¨O fato de que as acusações vêm de países que estão diretamente envolvidos na criação e no financiamento de organizações [extremistas] é mais que irônico.¨
¨Ninguém demonstrou provas de qualquer delito por parte da nossa rede que levaria à essa acusação ridícula.¨
As outras demandas envolvem:
- Cortar todos os laços com a Irmandade Muçulmana.
- Entregar todos os indivíduos fugitivos acusados de terrorismo pelos quatro países.
- Cessar o financiamento de entidades extremistas que são consideradas terroristas pelos EUA.
- Pagar uma quantia não especificada em compensação.
- Providenciar informações sobre figuras da oposição financiadas, em especial em países como a Arábia Saudita.
- Se alinhar política e economicamente com o Conselho de Cooperação do Golfo.
Os países também pedem que sejam reduzidas as relações com o Irã e que uma base militar da Turquia seja fechada.
O correspondente pela emissora do Catar, Hashem Ahelbarra, declarou que a lista “definitivamente será rejeitada pelo Catar.”
“O Catar somente considerará a lista quando as sanções forem levantadas.”
O documento, no entanto, não leva em conta o que os países irão fazer caso o Catar não cumpra a lista.
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