Organizações israelenses de direitos humanos apoiam Tribunal de Haia contra crimes de guerra na Palestina

“Todos temos o compromisso de auxiliar o seu escritório para fazer avançar a investigação sobre a situação na Palestina”, dizem para o Promotor do Tribunal Penal Internacional

Uma guerra sem fim
Uma guerra sem fim (Foto: Reprodução)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Comunicado de imprensa — publicado por B’Tselem — redação de Dror Sadot (dror@btselem.org). Tradução de Rubens Turkienicz

Em 27 de dezembro de 2022, dez grupos de direitos humanos que operam em Israel enviaram uma carta inédita ao Promotor do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan, manifestando apoio à intenção deste de visitar a Palestina e de fazer avançar as atuais investigações do Tribunal, na sequência do seu discurso de 5 de dezembro para a Assembleia dos Estados Participantes. 

continua após o anúncio

“Nós damos calorosas boas-vindas à sua declaração do início este mês, que um dos seus objetivos para 2023 seria ir à Palestina” — assinam as organizações Adalah – The Legal Center for Arab Minority Rights in Israel (Centro Legal para os Direitos da Minoria Árabe em Israel), B’Tselem, Combatants for Peace (Combatentes pela Paz), HaMoked: Center for the Defence of the Individual (Centro para a Defesa do Indivíduo), Human Rights Defenders Fund (Fundo dos Defensores dos Direitos Humanos), Parents against Child Detention, Physicians for Human Rights Israel (Médicos contra a Detenção de Crianças), The Public Committee Against Torture in Israel (Comitê Público Contra a Tortura em Israel), Torat Tzedek – Torah Of Justice (A Bíblia da Justiça), e Yesh Din – Volunteers for Human Rights (Voluntários pelos Direitos Humanos). 

“A Justiça atrasada é a diminuição da justiça e, enquanto se espera que o longo arco do universo moral finalmente se curve na direção da justiça postergada, encorajada pela impunidade prevalente. Portanto, um tribunal mais ágil é efetivamente um fator-chave”, eles adicionaram.

continua após o anúncio

Na carta, os grupos reforçam o seu compromisso em ajudar o TPI a ir adiante com esta investigação. “A nossa posição é que, efetivamente, os crimes foram e estão sendo cometidos, que o Tribunal tem jurisdição para investigar e processar, e que estamos todos comprometidos em assistir o seu escritório a fazer avançar as correntes investigações da Situação na Palestina… Israel tem um recorde de evitar o acesso internacional aos territórios palestinos ocupados: a Comissão da Investigação da ONU, os Relatores Especiais, os funcionários do OHCHR (Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights / Escritório do Alto Comissário pelos Direitos Humanos da ONU), estudiosos internacionais e defensores dos direitos humanos, ao longo doas anos todos tem tido a sua entrada barrada […]. Este contexto torna a sua visita — e a autorização de acesso [à Palestina] para o seu escritório — cada vez mais importante.”

Leia aqui o original completo da carta.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247