Oposição venezuelana diz que rejeita intervenção militar dos EUA
O representante do oposicionista Juan Guaidó na Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que não apoia uma intervenção militar de Washington na Venezuela: "Não", disse Gustavo Tarre à Sputnik nesta quarta-feira (30), quando perguntado sobre uma possível ação militar dos EUA; acrescentou que "o problema será resolvido pelos venezuelanos"
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247, com Sputnik - O representante do oposicionista Juan Guaidó na Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmou que não apoia uma intervenção militar de Washington na Venezuela.
No início desta semana, o Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, foi fotografado segurando um caderno amarelo que dizia: "5.000 soldados para a Colômbia", o que levou a especulações de que os Estados Unidos estavam planejando enviar forças para o vizinho da Venezuela.
"Não", disse Gustavo Tarre à Sputnik nesta quarta-feira (30), quando perguntado sobre uma possível ação militar dos EUA. "O problema será resolvido pelos venezuelanos".
No Twitter, Bolton afirmou que haverá "sérias consequências" para aqueles que tentarem "subverter a democracia e prejudicar Guaidó".
Durante uma coletiva de imprensa, o assessor de segurança nacional da Casa Branca também disse que "todas as opções estão na mesa", com relação à resolução da crise venezuelana.
O Ministério da Defesa colombiano, no entanto, disse à Sputnik que Bogotá não planeja fornecer aos Estados Unidos bases militares para invadir a Venezuela.
Os Estados Unidos também anunciaram nesta semana que congelaram bilhões em ativos petrolíferos venezuelanos. O secretário do Tesouro dos EUA, Stephen Mnuchin, disse que as sanções impostas a Caracas serão derrubadas apenas quando Maduro deixar a presidência.
Guaidó na semana passada declarou-se o presidente interino da Venezuela. Os Estados Unidos e outros países o reconheceram rapidamente como presidente, enquanto países da União Europeia prometeram fazer o mesmo se o governo venezuelano não convocar uma nova eleição presidencial até o fim desta semana.
O presidente constitucional Nicolás Maduro acusa Washington de orquestrar um golpe contra o governo no país.
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