Oposição denuncia o que seria o maior massacre da Síria

Há quem fale em 200 mortos, no que, se confirmado, será o maior massacre desde o início da revolta contra o governo de Bashar Al-Assad, que dura 16 meses e já vitimou mais de 17 mil pessoas

Oposição denuncia o que seria o maior massacre da Síria
Oposição denuncia o que seria o maior massacre da Síria (Foto: Reuters)


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247 – Mais cem mortes. No mais otimista dos cenários. É a conta de ativistas sírios sobre um possível massacre protagonizado pelas tropas de Bashar Al-Assad, em uma vila da província central de Hama. Segundo o Conselho da Liderança Revolucionária, contudo, o número de mortes pode ter passado de 200, no que se estabeleceria como o maior massacre de toda a revolta síria, que dura quase 16 meses.

A vila de Tremseh foi bombardeada pelas tropas sírias e por membros de milícias fiéis a Assad. Algumas das vítimas teriam sido executadas com tiros na cabeça. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, tanques e helicópteros sírios bombardearam a população do vilarejo. Pelo menos 30 dos mortos já foram identificados.

Segundo a ONU, 10 mil pessoas morreram desde o início da revolta, em março de 2011, mas a oposição fala em pelo menos 17 mil mortos. Até o momento, o pior massacre registrado na revolta síria ocorreu em 25 de maio, quando 108 pessoas morreram na cidade de Houla, em outro ataque atribuído pelos oposicionistas a forças do regime Assad.

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Baixa

Os atritos ocorrem um dia depois de um dos principais embaixadores da Síria, Nawaf Fares, anunciar sua saída do governo e a decisão de aderir à oposição. A anúncio foi feito em comunicado transmitido pelo Facebook e pela TV Al Jazeera. Fares era o representante do país no Iraque e foi o primeiro diplomata sírio a abandonar o governo de Assad. A mudança ocorreu uma semana depois de um general sírio de família próxima ao presidente Assad ter desertado.

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Por outro lado, Assad pode celebrar o fato de que a Rússia sustentou, nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, que não concorda com a ameaça de sanções para tentar colocar fim ao conflito. O Conselho de Segurança deve votar sobre o assunto e apresentar sua decisão no dia 18 de julho.

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