Oposição chilena exige convocação de Assembleia Nacional Constituinte
Líderes da oposição chilena reiteraram em conversações com ministros do governo Piñera a necessidade de uma Assembleia Nacional Constituinte para elaborar nova Carta Magna. A Constituição atual ainda é a mesma dos tempos da ditadura de Pinochet, uma das referências politicas de Jair Bolsonaro. A oposição condena a posição do governo Piñera de se recusar a debater sobre a elaboração de nova Constituição
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247 - Os partidos de oposição do Chile criticaram a falta de vontade política do governo de Sebastián Piñera para avançar em uma reforma constitucional, contra a qual alertam que sem esse ponto o diálogo não levará a lugar algum.
A convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte é uma das principais reivindicações dos manifestantes nas ruas.
Nesta quinta-feira (31), líderes de partidos da oposição se reuniram com os ministros do Interior, Gonzalo Blumel; do Tesouro, Ignacio Briones; e do Trabalho, Maria José Zaldívar, para discutir as demandas sociais que levaram aos protestos, informa a Telesur.
Os líderes da oposição insistiram na reivindicação de elaborar uma nova Carta Magna.
Heraldo Muñoz, do Partido para a Democracia (PPD), disse que "é absolutamente essencial ouvir do governo uma palavra clara sobre uma nova Constituição, pois o Supremo Tribunal afirmou que isto é necessário. "Temos que nos abrir a uma Assembléia Constituinte, a um plebiscito, para que as pessoas decidam", afirmou.
Na saída da reunião, Muñoz reiterou que se o governo não atender às principais demandas políticas e sociais, o diálogo não será construtivo. "Se não virmos sinais claros, esse diálogo será insuficiente".
Por seu turno, o representante do Partido Socialista, Álvaro Elizalde, disse que "o governo não mede o que está acontecendo no país e ainda não está ciente da enorme inquietação cidadã que se manifesta nas ruas".
Elizalde comentou que a reforma constitucional é essencial para impulsionar as mudanças que a maioria dos chilenos deseja e “substituir esta Constituição, que é uma camisa de força para as mudanças que os chilenos exigem, para uma pessoa verdadeiramente democrática nascida na democracia; é por isso que insistimos na proposta do plebiscito", afirmou.
Por sua parte, o líder do Partido Democrata Cristão (PDC), Fuad Chahín, enfatizou a necessidade de uma nova Carta Magna que derive de um consenso político, econômico e social.
Para a deputada Catalina Pérez do partido Revolução Democrática (RD), as manifestações e os protestos no Chile não cessarão se o governo se recusar promover a reforma constitucional.
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