Operação dos EUA no Afeganistão mata principal líder da Al Qaeda
Ação militar no Afeganistão foi a primeira conhecida desde a retirada das tropas do país, há um ano. EUA falam em ataque antiterrorismo 'bem sucedido'
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Reuters - Uma operação militar dos Estados Unidos realizada no fim de semana no Afeganistão matou o principal líder da organização Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, segundo autoridades militares em Washington.
O ataque em Cabul foi feito usando drones e é a até onde se sabe a primeira ação militar conhecida de Washington no país da Ásia Central desde a retirada das tropas há pouco menos de um ano, em agosto do ano passado, após 20 anos de ocupação.
"Ao longo do fim de semana, os Estados Unidos conduziram uma operação de contraterrorismo contra um alvo importante da Al Qaeda no Afeganistão. A operação foi bem sucedida e não houve mortes de civis", disse uma autoridade americana a jornalistas. O presidente Joe Biden fará um pronunciamento oficial sobre o caso nas próximas horas.
Um porta-voz do Talibã, grupo que controla o Afeganistão desde agosto do ano passado, confirmou que um ataque de drone ocorreu em Cabul neste domingo (31) e disse que ele "violou princípios internacionais".
Zawahiri é um veterano radical. O egípcio passou boa parte de seus 70 anos na militância. Entrou para a Irmandade Muçulmana ainda na adolescência e fundou o grupo terrorista Jihad Islâmica em 1979. Foi preso por planejar um atentado ao então presidente egípcio, Anuar Sadat. Uniu seu grupo à Al Qaeda nos anos 1990, projetando seu nome ainda mais.
Ainda que não tivesse o mesmo carisma de seu antecessor, Osama bin Laden, morto em 2011, nem o apelo de Abu Musab al-Zarqawi, líder do braço da Al Qaeda no Iraque morto em 2006, sua posição na hierarquia da organização fez com que os Estados Unidos oferecessem recompensa de US$ 25 milhões (R$ 134 milhões) por sua cabeça.
Foi sob o mando disfuncional de Zawahiri, aliás, que na última década a Al Qaeda perdeu espaço para o Estado Islâmico, uma organização terrorista que chegou a controlar partes da Síria e do Iraque.
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