Operação dos EUA de integrar Ucrânia na OTAN é para hegemonia, não pela paz local, dizem chineses

Os russos querem uma garantia legal para que a OTAN desista de qualquer atividade militar no Leste Europeu e na Ucrânia

(Foto: Divulgação)


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247 - A OTAN não deve aceitar as propostas de segurança da Rússia em relação à Ucrânia, que os Estados Unidos querem incluir na organização bélica imperialista. Para analistas chineses, segundo artigo de Yang Sheng, no Global Times, o bloco liderado pelos norte-americanos não cederá expansão para o leste e a Rússia definitivamente entrará em ação para retaliar.

Os analistas ouvidos pela reportagem alegam que é improvável que os dois lados cheguem a um novo acordo sem qualquer atrito e conflito. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, em entrevista ao canal Solovyov Live, a Rússia se envolverá na "criação de contra-ameaças" se a OTAN recusar as propostas russas de garantias de segurança.

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“Estamos deixando claro que estamos prontos para falar em passar de um cenário militar ou técnico-militar para um processo político”, disse. "Se isso não funcionar, sinalizamos a eles [a OTAN] que também passaremos a criar contra-ameaças, mas então será tarde demais para nos perguntar por que tomamos essas decisões e por que implantamos esses sistemas", destacou.

Os russos querem uma garantia legal para que a OTAN desista de qualquer atividade militar no Leste Europeu e na Ucrânia. Entre as exigências, os russos querem direito de vetar uma futura adesão da Ucrânia à OTAN. O país foi vítima, em 2014, de um golpe patrocinado pelos EUA que colocou o governo nacional em oposição à Rússia e à reboque da extrema direita nazista.

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Os russo também pedem a retirada das armas nucleares dos EUA da Europa e a retirada dos batalhões multinacionais da OTAN da Polônia e dos estados bálticos da Estônia, Letônia e Lituânia (ex-integrantes da União Soviética).

Enquanto os EUA buscam ameaçar a Rússia a partir da Ucrânia, o governo russo tem mobilizado tropas militares na fronteira com o país.

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"A OTAN liderada pelos EUA nasceu para ser hostil à União Soviética e à Rússia, porque serve à hegemonia dos EUA e não à paz regional. A organização não se preocupa com a segurança da Ucrânia, então, enquanto a Rússia continuar poderosa, a OTAN não vai parar sua expansão. Talvez quanto mais perigosa a situação, mais interesses os EUA podem receber com a tensão", disse um especialista em estudos sobre a Rússia e o Leste Europeu em Pequim que pediu para não ser identificado.

"Criar tensão pode trazer retaliação russa e os membros da OTAN precisarão da proteção dos EUA, e então a liderança dos EUA com base nas demandas de segurança será fortalecida. É assim que Washington joga o jogo, mas muitos pequenos estados não entendem, ou não têm escolha a não ser para ser tocado e usado pelos EUA", observou.

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