ONU retira dezenas de funcionários do Iraque

Segundo a ONU, 58 dos 200 funcionários internacionais que trabalham para a organização em Bagdá estão sendo reinstalados temporariamente em outras áreas fora da capital

Voluntarios que se han unido al ejército iraquí para luchar contra la predominación de los militares sunitas del Estado Radical de Iraq y los levantes, en una manifestsación en las calles del distrito de Al-Fdhiliya , 15 de junio de 2014. Estados Unid
Voluntarios que se han unido al ejército iraquí para luchar contra la predominación de los militares sunitas del Estado Radical de Iraq y los levantes, en una manifestsación en las calles del distrito de Al-Fdhiliya , 15 de junio de 2014. Estados Unid (Foto: Leonardo Attuch)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Da Agência Lusa - A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou hoje (16) a retirada de dezenas de funcionários de Bagdá, capital iraquiana, como medida de precaução, por causa do agravamento da situação de segurança no país. Segundo a ONU, 58 dos 200 funcionários internacionais que trabalham para a organização em Bagdá estão sendo reinstalados temporariamente em outras áreas fora da capital.
 
Os 58 empregados seguiram nesta segunda-feira de Bagdá para a capital da Jordânia, Amã, e serão reinstalados em Erbil, no Iraque, informou o porta-voz da ONU, Farhan Haq. “Outros movimentos desse tipo poderão ocorrer nos próximos dias”, disse Haq, ressaltando que a ONU “continuará seu trabalho no Iraque”.

Ainda hoje, a Arábia Saudita acusou o primeiro-ministro xiita iraquiano Nuri Al Maliki de ter conduzido o Iraque à beira de um precipício pela sua política de exclusão dos sunitas e exigiu a formação de um governo de unidade nacional.

Na primeira reação oficial desde a ofensiva "jihadista" no Iraque, o governo saudita declarou-se "contra toda ingerência externa nos assuntos internos do seu vizinho”, em alusão a uma possível intervenção do Irã, seu adversário na região, e aos Estados Unidos, para conter o avanço dos islamitas radicais.

continua após o anúncio

Para a Arábia Saudita, país com importante influência no mundo árabe, a ofensiva dos "jihadistas" e de outros grupos sunitas que, em poucos dias, controlaram importantes regiões do território, foi provocada “pela política confessional e de exclusão” conduzida há vários anos por Maliki.

O governo saudita exigiu “medidas que garantam a todo o povo iraquiano uma verdadeira participação” na gestão dos assuntos públicos e considerou que a única saída para a crise consiste na “rápida formação de um governo de unidade nacional" onde Maliki não terá lugar.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247