ONU quer mais observadores na Síria

Ban Ki-moon pediu ao Conselho de Segurança que considere o apelo da Liga Árabe para adotar uma ação mais forte e abrangente em relação ao regime de Assad

ONU quer mais observadores na Síria
ONU quer mais observadores na Síria (Foto: MARCELLO CASAL JR/Agência Brasil )


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Agência Brasil – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu ao Conselho de Segurança que considere o apelo da Liga Árabe para adotar uma ação mais forte e abrangente em relação à Síria. Segundo ele, é necessário “ajudar o povo sírio”, lembrando que o país está destruído em decorrência de 15 meses de conflitos, e ampliar a discussão para futuras ações.

Para Ban Ki-moon, é necessáro enviar mais observadores à Síria, além dos 300 que lá estão, e ampliar o prazo para adoção do plano. “Todas essas recomendações são muito importantes e espero que venham a ser discutidas pelos membros do Conselho de Segurança”, disse.

Por iniciativa da ONU e da Liga Árabe, foi apresentado em abril ao presidente sírio, Bashar Al Assad, um plano de paz com seis pontos. Nele, o principal acordo é para encerrar a violência no país e adotar um cessar-fogo imediato. No entanto, a medida tem sido violada, segundo autoridades internacionais e observadores independentes.

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Na semana passada, um massacre na região de Houla, no Centro da Síria, que matou 108 pessoas, inclusive crianças, gerou reações na comunidade internacional. Vários países da Europa, os Estados Unidos, o Japão e até a Turquia – antiga aliada dos sírios – expulsaram os diplomatas da Síria em protesto às reações do governo Assad.

No Oriente Médio, Assad também tem perdido aliados. O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Saud Al Faisal, criticou o presidente sírio por “tentar ganhar tempo e continuar a manipular”. A estimativa é que mais de 13,4 mil pessoas, a maioria civis, morreram em confrontos na Síria desde que começou a contestação popular ao regime de Assad, em março de 2011.

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Os confrontos foram gerados por manifestações em defesa da renúncia de Assad e por denúncias de violações de direitos humanos e falta de liberdade de expressão e política na Síria. Assad reage e insiste em manter-se no poder.

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