ONU pede R$ 28 bi para ajuda humanitária no Afeganistão e EUA anunciam contribuição

Solicitação da ONU é a maior ajuda humanitária solicitada para um único país na história. Mais da metade da população afegã está à beira da crise alimentar

Uma menina afegã carrega uma criança perto de seu abrigo para deslocados internamente
Uma menina afegã carrega uma criança perto de seu abrigo para deslocados internamente (Foto: Reuters)


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247 - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta terça-feira (11) mais de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões) para ajudar o Afeganistão em 2022. É a maior ajuda humanitária solicitada para um único país na história. 

Seis meses após a tomada do poder pelo Talibã, mais da metade da população do país está à beira da crise alimentar. 

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As Nações Unidas pedem para a comunidade internacional evitar uma "catástrofe".

Mais de 23 milhões de afegãos precisam de ajuda humanitária. Entre eles, 9 milhões de deslocados e 1 milhão de crianças poderiam morrer de fome se nada for feito.

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O vice-secretário-geral da ONU, Martin Griffiths, conclamou os Estados a não darem as costas aos afegãos. "Temos que levar comida às famílias, fornecer grãos aos agricultores para que eles possam plantar e colher, e viabilizar os serviços de saúde em todo o país", disse Griffiths.

No mês passado, o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que permite o envio de ajuda humanitária, sem o intermédio dos novos governantes.

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Assistência americana

Ainda nesta terça, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) anunciou uma contribuição de mais de US$ 308 milhões ( cerca de R$ 1,725 bilhões) em assistência humanitária ao Afeganistão para ajudar com alimentos, abrigo e ajuda médica.

A nova rodada de assistência segue a autorização do governo Biden, de dezembro, para facilitar a ajuda humanitária ao Afeganistão. O governo americano autorizou certas transações financeiras com o Talibã e a Rede Haqqani, que foram em grande parte excluídos do sistema financeiro internacional pelas sanções americanas. 

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“Para que essa assistência seja a mais eficaz, todos os trabalhadores humanitários, especialmente as mulheres, devem ter permissão para operar de forma independente e segura e ser capazes de alcançar mulheres e meninas sem impedimentos. Os Estados Unidos continuam a instar o Talibã a permitir acesso humanitário sem impedimentos, condições seguras para trabalhadores humanitários, prestação independente de assistência a todas as pessoas vulneráveis ​​e liberdade de movimento para trabalhadores humanitários de todos os gêneros”, disse a USAID. (Com informações de RFI e Fox News). 

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